Pular para o conteúdo principal

Questão de Pedagogia — Legislação da Educação — UECE-CEV 2026

PedagogiaLegislação da Educação
Código
qg763185
Banca
UECE-CEV
Órgão
Prefeitura de Crato - CE
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Professor de História
Os campos de concentração da seca de 1932 no Ceará, como o de Quixeramobim e Quixeramobim-Sertão, constituíram dispositivos de controle social e gestão da fome, inscritos na longa duração das estruturas oligárquicas do Brasil republicano. No capítulo Campo de concentração de Quixeramobim: a seca de 1932 e o curral da fome, José Ailton Brasil de Lima e Francisco Chagas da Silva Neto mobilizam a crítica patativiana à fome como experiência sensível e como resultado de arranjos políticos que converteram a estiagem m “indústria da seca”, beneficiando elites agrárias e agentes estatais em diferentes escalas. O poema de Patativa do Assaré, por sua vez, tensiona a dimensão afetiva da fome como trauma histórico e denúncia social. No âmbito do ensino básico, a BNCC orienta docentes de História a analisarem as relações entre poder local, estruturas agrárias e práticas de controle político no Brasil republicano (EFO9HIO6, EFO9HIO7, EFO9HIOS), bem como a problematizarem, no Ensino Médio, as formas históricas de dominação política e econômica e suas permanências interseccionadas a marcadores sociais e territoriais (EMI3CHS101, EM13CHS102, EM13CHS103).Ao considerar essa chave interpretativa e seu diálogo normativo com a BNCC, a ocupação da fome como fenômeno histórico e a leitura do coronelismo como categoria de análise, é correto afirmar que o coronelismo, enquanto estrutura política e objeto de ensino crítico em História, pode ser definido como:
  1. AAliança orgânica entre trabalhadores rurais e Estado industrial, derivada da hegemonia burguesa urbana, cujo mando local dissolveu o poder privado das elites agrárias, conforme preconiza a BNCC para o estudo das relações produtivas do século XX.
  2. BFenômeno restrito à Primeira República, explicado exclusivamente pela violência física do coronel como agente isolado do poder local, sem conexão estrutural com a economia da seca, a propriedade fundiária ou práticas de controle eleitoral, dimensões ausentes das habilidades históricas da BNCC.
  3. CCompromisso oligárquico transescalar, ancorado na economia agrária e no controle privado da autoridade pública, sustentado por redes fundiárias, clientelismo e controle eleitoral (como o voto de cabresto), cujas permanências históricas devem ser problematizadas criticamente no ensino de História, conforme orientam as competências e habilidades da BNCC.
  4. DEstrutura de poder consolidada no Brasil imperial, quando a figura do coronel, subordinada ao pacto monárquico-escravista, operou formas de clientelismo e controle territorial, apesar da inexistência de um sistema eleitoral republicano que permitisse sua continuidade no século XX.
  5. EPacto estritamente mercantil entre capitalistas estrangeiros e chefes locais, derivado do imperialismo industrial externo, que impediu a formação de oligarquias internas e suprimiu a centralidade da propriedade fundiária no interior do Nordeste brasileiro, incluindo o Ceará, eixo estruturante recusado pela historiografia da seca.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Compromisso oligárquico transescalar, ancorado na economia agrária e no controle privado da autoridade pública, sustentado por redes fundiárias, clientelismo e controle eleitoral (como o voto de cabresto), cujas permanências históricas devem ser problematizadas criticamente no ensino de História, conforme orientam as competências e habilidades da BNCC.

Link permanente: /questoes/qg763185