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Questão de Enfermagem — Saúde da Mulher — UEPB 2026

EnfermagemSaúde da Mulher
Código
qg763308
Banca
UEPB
Órgão
UEPB
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Residência Multiprofisisonal - Enfermagem
Situação hipotética: C.M.S., 34 anos, gestante de 30 semanas, G3P1A1, comparece ao serviço obstétrico relatando perda de líquido pelos genitais há cerca de 12 horas, em quantidade variável, porém frequentemente contínua, sem odor fétido. Apresenta hipertensão arterial crônica, em uso regular de anti-hipertensivo, histórico de infecções do trato urinário recorrentes na gestação atual, hipotireoidismo e é tabagista ativa. Encontra-se afebril, em bom estado geral, com pressão arterial de 135/85 mmHg. O abdome é gravídico, indolor, sem atividade uterina palpável. A ausculta fetal revela batimentos cardíacos regulares (145 bpm). À palpação obstétrica, observa-se redução da sensação de líquido amniótico. Ao exame ginecológico com espéculo, observa-se líquido claro em fundo de saco vaginal, com exteriorização pelo orifício externo do colo uterino, evidenciada após manobra de Valsalva. O colo uterino encontra-se fechado, posterior, sem sinais de trabalho de parto. A análise do conteúdo cervicovaginal evidenciou cristalização do muco cervical em padrão de “folha de samambaia”, e a mensuração do pH vaginal revelou valor de 7,0. Foi solicitado ultrassonografia obstétrica com Doppler e perfil biofísico fetal, e orientado conduta expectante.Considerando o reconhecimento da situação obstétrica do caso clínico proposto, é CORRETO afirmar que:
  1. Ao desencadeamento espontâneo do trabalho de parto, sinais de infecção materna e/ou fetal e a maturidade fetal confirmada são motivos para interrupção da conduta expectante.
  2. Bo toque vaginal, o uso de tocolíticos, a corticoterapia antenatal e a hidratação via oral generosa (superior a 2,5 litros/dia) devem ser evitados.
  3. Ca avaliação ecográfica do volume de líquido amniótico pode confirmar ou excluir o diagnóstico de amniorrexe prematura.
  4. Da hipertensão arterial crônica, as infecções do trato urinário, o hipotireoidismo e o tabagismo são fatores de risco diretos e bem estabelecidos para o surgimento de ruptura prematura das membranas ovulares.
  5. Eo uso de antibióticos com o objetivo de reduzir o período de latência e prevenir a doença neonatal pelo estreptococo do grupo B é recomendado.
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GabaritoA — o desencadeamento espontâneo do trabalho de parto, sinais de infecção materna e/ou fetal e a maturidade fetal confirmada são motivos para interrupção da conduta expectante.

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