Questão de Psicologia — Psicologia da Saúde — UEPB 2026
PsicologiaPsicologia da Saúde
- Código
- qg763377
- Banca
- UEPB
- Órgão
- UEPB
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Residência Multiprofisisonal - Psicologia
Em uma reunião de matriciamento na Atenção Básica, a equipe de Estratégia Saúde da Família discute o caso de uma puérpera, com 45 dias pós-parto, que relata “não sentir prazer em nada”, apresenta fadiga extrema mesmo após o repouso e expressa culpa intensa por acreditar ser uma “mãe ruim”. O Agente Comunitário sugere que seja apenas uma “tristeza passageira” (baby blues) ou “preguiça”, recomendando que a paciente apenas se esforce mais.Considerando os critérios diagnósticos e a atuação do(a) psicólogo(a) na qualificação do cuidado, qual a conduta técnica indicada?
- AA conduta correta é concordar com a hipótese de baby blues, uma vez que a literatura indica que até 80% das mulheres passam por essa fase de adaptação hormonal nos primeiros três meses, e orientar a equipe a incentivar a paciente a realizar atividades físicas vigorosas para liberar endorfina e curar a tristeza naturalmente.
- BO(A) psicólogo(a) deve esclarecer à equipe que o quadro sugere Depressão Pós-Parto (DPP), diferenciando-se do baby blues pela persistência dos sintomas (superior a duas semanas) e pela presença de anedonia e culpa excessiva; a conduta requer acolhimento sem julgamento, articulação de rede de apoio e avaliação de risco, evitando a banalização do sofrimento que agrava o quadro.
- CO profissional deve diagnosticar imediatamente como Psicose Puerperal, dado que a manifesta falta de prazer é um sintoma alucinatório grave, e proceder com a internação compulsória da mãe, afastando-a do bebê para garantir a integridade física da criança.
- DO(A) psicólogo(a) deve se abster de opinar sobre o diagnóstico clínico, pois essa é uma prerrogativa exclusiva do médico psiquiatra, limitando sua atuação a ouvir as queixas da equipe sem intervir na conduta ou na percepção dos demais profissionais sobre a paciente.
- EDeve-se orientar a equipe a confrontar a paciente sobre sua falta de esforço, explicando que a maternidade exige sacrifícios e que a fadiga é apenas uma resistência psicológica à aceitação do papel materno.