Questão de Psicologia — Legislação de Psicologia e Resoluções do Conselho Federal de Psicologia — UEPB 2026
PsicologiaLegislação de Psicologia e Resoluções do Conselho Federal de Psicologia
- Código
- qg763379
- Banca
- UEPB
- Órgão
- UEPB
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Residência Multiprofisisonal - Psicologia
Durante uma visita de rotina na enfermaria de alojamento conjunto, a equipe de enfermagem solicita a presença da psicóloga ou do psicólogo, relatando com preocupação que uma puérpera, no terceiro dia pós-parto, encontra-se “muito chorosa, irritada e sem demonstrar o amor esperado pelo bebê”, sugerindo uma rejeição da criança pela mãe, como parte de um quadro de depressão.Considerando as diretrizes de Psicologia em Saúde no contexto hospitalar e os critérios clínicos de diagnóstico diferencial no puerpério, qual das alternativas a seguir define CORRETAMENTE a conduta técnica e a competência de interconsulta esperada do(a) psicólogo(a) para conduzir essa demanda e evitar a estigmatização da paciente?
- AConvocar a família da puérpera para uma reunião de emergência, orientando que a paciente não tem condições emocionais de cuidar do recém-nascido devido à sua labilidade emocional, e transferir a responsabilidade dos cuidados maternos para a avó ou pai da criança até a alta hospitalar.
- BAcolher a denúncia da equipe de enfermagem como um sinal de alerta grave para Psicose Puerperal, dado que a falta de vínculo imediato e o choro no terceiro dia são sintomas patognomônicos de transtornos psiquiátricos severos, exigindo encaminhamento imediato para psiquiatria e separação do binômio mãe-bebê para segurança da criança.
- CAtuar estritamente dentro do consultório ou à beira do leito com a paciente, mantendo sigilo absoluto sobre o conteúdo dos atendimentos e evitando qualquer troca de informações com a equipe multiprofissional para não violar o Código de Ética, focando apenas no fortalecimento intrapsíquico da mulher para que ela consiga ignorar as pressões institucionais.
- DDiagnosticar o caso como Depressão Pós-Parto, uma vez que a literatura indica que a tristeza materna incide em cerca de 10% a 15% das puérperas, e iniciar imediatamente intervenções medicamentosas em conjunto com o obstetra, visto que a instabilidade de humor nos primeiros dias não é fisiológica e apresenta alto risco de cronicidade.
- ERealizar escuta qualificada da mulher para diferenciar o “blues puerperal”, estado transitório comum caracterizado por hiperemotividade e insegurança, da depressão pós-parto, e atuar na interconsulta traduzindo a subjetividade da paciente para a equipe, desconstruindo rótulos de rejeição e promovendo um cuidado humanizado que legitime os sentimentos maternos.