Questão de Pedagogia — Legislação da Educação — UPENET/IAUPE 2026
PedagogiaLegislação da Educação
- Código
- qg766224
- Banca
- UPENET/IAUPE
- Órgão
- Prefeitura de Petrolina - PE
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Anos Finais do Ensino Fundamental - Arte
TEXTO 5"O ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana tem por objetivo o reconhecimento e valorização da identidade, cultura e história dos afro-brasileiros, bem como a garantia de reconhecimento e igualdade de valor das raízes africanas da nação, ao lado das europeias, indígenas e asiáticas. [...] Cabe às escolas a responsabilidade de assegurar que tais conteúdos não sejam tratados como mera curiosidade ou de forma a reforçar estereótipos e subalternidade."TEXTO 6Em uma escola de educação básica, durante uma aula de história sobre a escravidão, estudantes participaram de uma atividade em que encenaram um "leilão de escravos", utilizando colegas negros como mercadoria. A direção da escola justificou o ocorrido afirmando que a atividade foi uma iniciativa criativa dos próprios alunos durante a regência de um professor substituto e que a intenção era "gerar empatia" pelas vítimas. Educadores do distrito apontaram, posteriormente, que o tema foi tratado de forma superficial, reforçando a necessidade de preencher lacunas para que a barbárie do período fosse compreendida sem ferir a dignidade dos envolvidos.Fonte Texto Base 5: BRASIL. MEC. Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais. Brasília, 2004 – Adaptado. Fonte Texto Base 6: G1 Educação, 2017 – AdaptadoConsiderando o caso relatado e as orientações das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para a Educação das Relações Étnico-Raciais (Texto 5), a prática pedagógica de simular situações de opressão histórica em sala de aula, como a descrita no Texto 6, é tecnicamente inadequada porque
- Adesconsidera o princípio da neutralidade pedagógica, que veda ao professor intervir em manifestações artísticas e criativas dos estudantes.
- Blimita-se à compreensão da escravidão como fato econômico, ignorando que simulações históricas devem ser aplicadas, apenas, em contextos de educação não formal.
- Cinfringe as diretrizes das Metodologias Ativas, que proíbem o uso de simulações (Role-Play) para temas que envolvam direitos humanos ou conflitos sociais.
- Ddescumpre a exigência legal de que toda atividade prática sobre história da África seja precedida de autorização expressa em assembleia do conselho escolar.
- Eprioriza uma abordagem emocional superficial que acaba por reforçar estereótipos de subalternidade, ferindo a dignidade dos alunos e negligenciando a valorização da história e das conquistas da população negra.