Questão de Geografia — População — UPENET/IAUPE 2026
GeografiaPopulação
- Código
- qg766262
- Banca
- UPENET/IAUPE
- Órgão
- Prefeitura de Petrolina - PE
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Anos Finais do Ensino Fundamental - Geografia
A análise dos dados do IBGE entre 2012 e 2022 revela que a pobreza no Brasil tem cor e gênero. Segundo a Síntese de Indicadores Sociais, a proporção de mulheres vivendo abaixo da linha de pobreza de US$ 6,85/dia é sistematicamente superior à dos homens. Em 2022, por exemplo, enquanto 30,9% dos homens estavam nessa condição, o índice entre as mulheres era de 32,3%. Quando cruzamos esses dados com a cor ou raça, a vulnerabilidade das mulheres pretas ou pardas torna-se ainda mais acentuada, evidenciando que a dinâmica demográfica brasileira é atravessada por desigualdades estruturais que limitam a autonomia econômica feminina. A "feminização da pobreza" e a manutenção das desigualdades de gênero no Brasil são fenômenos complexos que impactam a organização do espaço e a economia nacional.A partir da análise crítica e contextualizada dos dados e da conjuntura demográfica atual, é CORRETO afirmar que
- Aa inserção das mulheres no mercado de trabalho em cargos de liderança já é equivalente à dos homens, o que torna a pobreza feminina um resquício de gerações passadas que não se reflete mais nos dados do Censo 2022.
- Ba desigualdade de rendimentos e a maior vulnerabilidade social das mulheres pretas e pardas são explicadas pela teoria da transição demográfica, que prevê que grupos com maiores taxas de fecundidade devem obrigatoriamente viver abaixo da linha da pobreza.
- Ca manutenção das desigualdades sociais é reforçada pela divisão sexual do trabalho, onde a responsabilidade quase exclusiva das mulheres pelo trabalho de cuidado não remunerado gera uma "pobreza de tempo", dificultando a qualificação profissional e a autonomia financeira.
- Do aumento do número de lares chefiados por mulheres (famílias monoparentais) tem sido o principal fator de redução da pobreza no Brasil, pois a gestão feminina dos recursos domésticos elimina as barreiras do mercado de trabalho informal.
- Ea estrutura demográfica brasileira atual, marcada pelo envelhecimento, tende a equilibrar as contas públicas, pois o aumento da população idosa feminina reduz a necessidade de investimentos estatais em saúde e assistência social geriátrica.