Questão de Geografia — Cartografia — UPENET/IAUPE 2026
GeografiaCartografia
- Código
- qg766268
- Banca
- UPENET/IAUPE
- Órgão
- Prefeitura de Petrolina - PE
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Anos Finais do Ensino Fundamental - Geografia
Apesar da disseminação dos mapas pela mídia e pela internet, esse material, na escola, precisa ser utilizado no desenvolvimento de um raciocínio geográfico e geopolítico. [...] As cartas mentais são instrumentos eficazes para compreender valores que os indivíduos atribuem aos diferentes lugares. O espaço vivido, o itinerário e o lugar de trabalho formam os componentes principais do espaço vivido.Pontuschka et al. Para ensinar a aprender Geografia. São Paulo: 2007.No Ensino Fundamental II, a unidade temática "Formas de representação e pensamento espacial" perpassa todos os anos letivos, propondo desde o uso de anamorfoses até a interpretação de imagens orbitais. À luz da BNCC e das orientações didático-pedagógicas contemporâneas, a utilização da linguagem cartográfica em sala de aula deve
- Asuperar a função meramente ilustrativa dos mapas, atuando, portanto, como um instrumento de mediação que permite ao estudante ler a realidade, interpretar fenômenos geopolíticos e expressar sua percepção subjetiva do espaço vivido.
- Bpriorizar o uso de mapas mentais como substitutos definitivos da cartografia sistêmica (atlas e mapas murais), visando priorizar a identidade cultural do aluno em detrimento da precisão do raciocínio geopolítico de escala global.
- Cfocar no desenvolvimento de habilidades de decodificação técnica, garantindo que o estudante domine a norma cartográfica oficial para que, apenas ao final do Ensino Fundamental, ele possa iniciar a transição para a leitura crítica de imagens e anamorfoses.
- Devitar o uso de representações que contenham distorções intencionais, como as anamorfoses geográficas, para não confundir o desenvolvimento do pensamento espacial que deve ser pautado, exclusivamente, pela métrica euclidiana e projeções conformes.
- Elimitar a análise cartográfica aos objetos de conhecimento presentes no livro didático, visto que a utilização de múltiplas fontes informacionais (internet e mídia) pode fragmentar a construção do raciocínio geográfico, ao introduzir conceitos incompatíveis com a ciência acadêmica.