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Questão de Medicina — Médico da Família — UPENET/IAUPE 2026

MedicinaMédico da Família
Código
qg767105
Banca
UPENET/IAUPE
Órgão
SES-PE
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Medicina Paliativa
No contexto da Medicina de Família e Comunidade, o "letramento racial" é uma ferramenta fundamental para que o médico atue como agente transformador do racismo estrutural. Considerando os atributos da Atenção Primária à Saúde (APS) e os fundamentos do letramento racial, analise a seguinte situação e assinale a alternativa que indica a conduta que reflete uma prática de cuidado integral e equânime.
  1. AO médico deve evitar o uso dos termos "negro" ou "preto" durante a consulta para não causar constrangimento ao paciente, tratando as relações étnico-raciais como um tema neutro e focando estritamente na dimensão biológica da doença.
  2. BAo identificar que uma paciente negra apresenta sofrimento psíquico decorrente de padrões estéticos eurocêntricos (racismo internalizado), o MFC deve focar a abordagem apenas no tratamento medicamentoso, pois a subjetividade e a socialização racial não competem ao escopo clínico da APS.
  3. CO letramento racial exige que o médico reconheça a branquitude como um lugar de privilégio e desenvolva a capacidade de interpretar códigos e práticas de maneira racializada, evitando camuflar situações de racismo institucional sob os rótulos de "mau atendimento" ou "problemas de gestão".
  4. DA coordenação do cuidado na APS limita-se à referência e contrarreferência para especialistas, não cabendo ao MFC advogar em favor do usuário caso identifique que o paciente sofreu racismo institucional em outros níveis de complexidade do sistema.
  5. EA competência cultural na APS dispensa a discussão sobre relações raciais, desde que o médico aplique o Método Clínico Centrado na Pessoa, uma vez que a validação do sofrimento individual é suficiente para anular o impacto do racismo estrutural na comunidade.
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GabaritoC — O letramento racial exige que o médico reconheça a branquitude como um lugar de privilégio e desenvolva a capacidade de interpretar códigos e práticas de maneira racializada, evitando camuflar situações de racismo institucional sob os rótulos de "mau atendimento" ou "problemas de gestão".

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