Questão de Saúde Pública — Políticas Públicas, Planejamento e Gestão em Saúde Pública — UPENET/IAUPE 2026
Saúde PúblicaPolíticas Públicas, Planejamento e Gestão em Saúde Pública
- Código
- qg768720
- Banca
- UPENET/IAUPE
- Órgão
- SES-PE
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Residência Multiprofisisonal - Saúde Coletiva - Regionalização em Saúde - Reaplicação - Saúde Coletiva
Em um município de médio porte, uma Unidade de Saúde da Família enfrenta baixa taxa de cadastramento das famílias, grande contingente de pessoas com hipertensão e diabetes sem seguimento adequado, crescimento recente dos casos de dengue e reduzido engajamento das lideranças comunitárias nas ações propostas. Nesse contexto, as equipes relatam dificuldades para manejar os sistemas de informação na definição de prioridades, integrar vigilância em saúde e cuidado clínico e estruturar fluxos de atenção e de articulação intersetorial. Diante desse quadro, a Secretaria Municipal de Saúde opta por incluir um sanitarista na equipe da Atenção Primária à Saúde, com o objetivo de qualificar a organização do trabalho e o planejamento das intervenções no território.Nesse contexto, qual das alternativas representa, de forma mais adequada e abrangente, o papel do sanitarista no processo de trabalho da APS?
- AAtuar na realização de atendimentos clínicos individuais para suprir o déficit de consultas médicas, tendo como prioridade o aumento da produtividade quantitativa, ainda que isso signifique deixar em segundo plano o acompanhamento dos indicadores do território e a articulação com a vigilância em saúde.
- BDedicar-se à elaboração de escalas, controle de ponto e reposição de insumos, sem intervir na organização do processo de trabalho das equipes, na análise situacional ou na definição de estratégias de intervenção sobre os principais agravos do território, assumindo exclusivamente a gestão administrativa da unidade,
- CConduzir processos de análise da situação de saúde do território, qualificar o uso dos sistemas de informação, articular ações de vigilância, promoção, prevenção e cuidado longitudinal com as equipes multiprofissionais, além de fomentar espaços de participação social para enfrentamento dos problemas identificados.
- DSem considerar a estratificação de risco da população, a distribuição espacial dos casos, a participação de atores comunitários ou a integração com as ações das equipes de Saúde da Família e de vigilância ambiental, desenvolver campanhas educativas pontuais com materiais padronizados sobre dengue e doenças crônicas.
- ELimitar-se à produção de relatórios técnicos periódicos para a gestão central, baseados apenas em dados secundários municipais.