Questão de Saúde Pública — Políticas Públicas, Planejamento e Gestão em Saúde Pública — UPENET/IAUPE 2026
Saúde PúblicaPolíticas Públicas, Planejamento e Gestão em Saúde Pública
- Código
- qg768780
- Banca
- UPENET/IAUPE
- Órgão
- SES-PE
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Residência Multiprofisisonal - Saúde Coletiva - Saúde Coletiva
Em um município de médio porte, uma Unidade de Saúde da Família apresenta baixa cobertura de cadastramento das famílias, alta proporção de hipertensos e diabéticos sem acompanhamento regular, aumento recente de casos de dengue e baixa adesão das lideranças comunitárias às ações da unidade. As equipes relatam dificuldade em utilizar os sistemas de informação para identificar prioridades, em articular vigilância em saúde e cuidado clínico e em organizar fluxos assistenciais e intersetoriais. A Secretaria Municipal de Saúde decide apoiar a unidade com a atuação de um sanitarista na Atenção Primária à Saúde (APS). Nesse contexto, qual das alternativas representa, de forma mais adequada e abrangente, o papel do sanitarista no processo de trabalho da APS?
- AConcentrar sua atuação na realização de atendimentos clínicos individuais para suprir o déficit de consultas médicas, priorizando o aumento da produtividade quantitativa, ainda que isso signifique deixar em segundo plano o acompanhamento dos indicadores do território e a articulação com a vigilância em saúde.
- BAssumir exclusivamente a gestão administrativa da unidade, dedicando-se à elaboração de escalas, controle de ponto e reposição de insumos, sem intervir na organização do processo de trabalho das equipes, na análise situacional ou na definição de estratégias de intervenção sobre os principais agravos do território.
- CDesenvolver campanhas educativas pontuais sobre dengue e doenças crônicas baseadas em materiais padronizados, sem considerar a estratificação de risco da população, a distribuição espacial dos casos, a participação de atores comunitários ou a integração com as ações das equipes de Saúde da Família e de vigilância ambiental.
- DAtuar na condução de processos de análise crítica da situação de saúde do território (incluindo mapeamento de risco, perfil epidemiológico e social), qualificar o uso dos sistemas de informação, apoiar o planejamento participativo e a avaliação dos resultados, articular ações de vigilância, promoção, prevenção e cuidado longitudinal com as equipes multiprofissionais e fomentar espaços de participação social e de intersetorialidade para enfrentamento dos problemas identificados.
- ELimitar-se à produção de relatórios técnicos periódicos para a gestão central, baseados apenas em dados secundários municipais, sem vivenciar o cotidiano da unidade, sem dialogar com trabalhadores e usuários e sem participar da construção coletiva de mudanças no processo de trabalho da APS.