Questão de Saúde Pública — Epidemiologia e Saúde Coletiva — FUMARC 2009
Saúde PúblicaEpidemiologia e Saúde Coletiva
- Código
- qg803002
- Banca
- FUMARC
- Órgão
- Prefeitura de Governador Valadares - MG
- Ano
- 2009
- Nível
- Superior
“A febre amarela foi o principal problema de saúde pública já enfrentado pelo Brasil, tanto pelo alto índice de letalidade da própria doença, como pelo desconhecimento da sua profilaxia e tratamento, na segunda metade do século XIX, quando ela se instalou no litoral brasileiro e depois se alastrou pelo interior do país. O trabalho de combate até a erradicação da febre amarela urbana no Brasil durou mais de 50 anos e não foi obra de uma só pessoa.”(O Estado de São Paulo, nº 63 - Suplemento do Centenário, 06.03.76)No início do século XX quase a totalidade do território brasileiro era área de risco de febre amarela. A erradicação da modalidade urbana da doença e a manutenção de casos humanos de febre amarela silvestre, estudos epidemiológicos anteriores à década de 70 tornaram possível a delimitação de áreas epidemiologicamente distintas no país.Sobre essas áreas epidemiológicas é INCORRETO afirmar:
- AÁrea endêmica - corresponde a área onde o vírus amarílico circula entre os hospedeiros naturais, principalmente macacos e marsupiais, e o homem é infectado de forma acidental.
- BÁrea Indene - corresponde à área onde, embora haja a presença de vetor, não há circulação do vírus amarílico.
- CÁrea enzoótica - abrange as regiões Centro-Oeste, Norte e o agreste Nordestino, onde os reservatórios naturais são macacos-aranha e saguis, os quais apresentarem baixas taxas de letalidade.
- DÁrea de transição - Abrange uma faixa na área noroeste de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, oeste de Santa Catarina e noroeste do Rio Grande do Sul, onde no início do século XX havia intensa circulação do vírus amarílico entre os hospedeiros naturais.