Questão de Português — Funções morfossintáticas da palavra QUE — FUNRIO 2009
PortuguêsFunções morfossintáticas da palavra QUE
- Código
- qg806570
- Banca
- FUNRIO
- Órgão
- MJSP
- Ano
- 2009
- Nível
- Superior
Muitos talvez não compreendam que, numa época de cerrado utilitarismo, alguém se demasie em tanto esforço numa advocacia romântica e cavalheiresca, sem visar a um lucro ou a interesse indiretos. Tanto pior para os que não o compreendam. Falham à primeira condição prática, positiva e utilitária da vida, que é o aformoseá-la... De tudo isto nos resultou um prêmio: nivelamo-nos aos princípios liberais de nosso tempo. Basta-nos. Afeiçoamo-nos, há muito, aos triunfos tranquilos, no meio da multidão sem voz dos nossos livros. Hoje, como ontem, obedecendo à finalidade de um ideal, repelimos, do mesmo passo, o convício e o aplauso, o castigo e a recompensa, o desquerer e a simpatia. Não combatemos as pretensões peruanas. Denunciamos um erro. Não defendemos os direitos da Bolívia. Defendemos o Direito.Fonte: CUNHA, Euclides da. Peru versus Bolívia. São Paulo: Cultrix; Brasília: INL, 1975, p.135.Na oração “que não o compreendam”, o conector desempenha a mesma função sintática que o da opção
- A“De novo concentrou a atenção no que a amiga lhe dizia”.
- B“Reduze-me ao pó que fui”.
- C“Deem-me as cigarras que eu ouvi menino”.
- D“Quero ver do alto o horizonte, / que foge sempre de mim”.
- E“Já não se lembra da picardia que me fez?”.