Questão de História — História do Brasil — CONSULPLAN 2010
HistóriaHistória do Brasil
- Código
- qg816217
- Banca
- CONSULPLAN
- Órgão
- Prefeitura de Congonhas - MG
- Ano
- 2010
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor - História
“Não estávamos mais na fase de tateios democráticos, quando as massas se prestavam docilmente, ao jogo dos tuteladores de opinião pública. A lição que ministrava a redemocratização, expondo as verdadeiras e trágicas condições em que se encontrava o país, serviria para que o homem comum entendesse que não estávamos isolados no mundo; que os nossos interesses nem sempre coincidiam com os interesses das superpotências e, que, de maneira mais frequente, eram conflitantes; que nosso destino não era o de uma sociedade de abundância por obra e graça das dádivas da natureza, mas que eram necessários o trabalho e a coesão com países que padeciam dos mesmos males."O texto representa parte de um trabalho do Professor Nilo Odália, intitulado “O Brasil nas relações internacionais 1945 – 1964". Assinale a afirmativa que confirma o ponto de vista do autor sobre a política externa naquele período:
- AÀ medida em que aprofunda o debate e se consegue galvanizar grandes extensões de opinião pública abrem-se novas perspectivas para a compreensão dos problemas nacionais que permitem ao povo sentir o estado real de dependência em que o país se encontra em relação às potências dominantes.
- BO elemento característico de nossa política exterior é a despersonalização porque a longa permanência da ditadura impossibilita a formação de uma opinião pública cônscia dos problemas nacionais e internacionais da nação. A tutela ditatorial condicionara integralmente a opinião pública, servindo-lhe os pratos que desejava.
- CA política externa era independente e contribuía para a preservação da paz através da política de coexistência, de não intervenção e de autodeterminação do povo para a não aceitação da ajuda internacional. Os interesses das nações exteriores contribuíam para a formação dos planos de desenvolvimento econômico.
- DO eixo da política externa se desloca do centro para fora, ampliando o mercado interno brasileiro, negando a emancipação dos territórios não autônomos e se atrelando aos interesses de uma política de protecionismo, porém sem fortalecer os princípios da intervenção estatal.
- EA política externa é apenas um tema em torno do qual se agitam outros problemas de ordem política, mas que já estava resolvido, uma vez que o povo não conseguia compreender a realidade nacional em relação ao cenário internacional.