Questão de Português — Interpretação de Textos — FAUEL 2010
PortuguêsInterpretação de Textos
- Código
- qg821585
- Banca
- FAUEL
- Órgão
- Prefeitura de Ponta Grossa - PR
- Ano
- 2010
- Nível
- Fundamental
História de florFurtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício _________, e eu furtei a flor.Trouxe-a para casa e a coloquei num copo. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e uma flor não é para ser bebida.Passei-a para um vaso e notei que ela me agradecia revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.Sendo o autor do furto, eu assumiria a obrigação de conservá-la.Renovei água do vaso, mas a flor empalidecida. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.Já _________ e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositála no jardim onde nascera. O porteiro estava atento e _________________:--- Que idéia a sua, vir jogar lixo neste jardim?!(Carlos Drummond de Andrade)Em “...Eu a furtara, eu a via morrer”. Observa-se:
- Ao arrependimento e aflição do personagem.
- Bo orgulho e frieza de possuir a flor.
- Co prazer de ter a flor em casa.
- Djulgava-se mais esperto que o porteiro.