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Questão de Português — Interpretação de Textos — FUNCAB 2010

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
qg825687
Banca
FUNCAB
Órgão
DER-RO
Ano
2010
Nível
Médio
Leia o texto abaixo e responda às questões propostas.A pressão social pelo uso de “risco de morte”,expressão emergente, como se houvesse algo errado noconsagrado “risco de vida” que herdamos de nossostataravós, é uma questão com que se defronta qualquerpessoa menos distraída no Brasil de hoje. É também o maiorexemplo de vitória do besteirol sabichão que temos na língua.A questão tem cerca de dez anos, talvez quinze. Ocerto é que quando Cazuza cantou, em 1988, “o meu prazeragora é risco de vida” (na canção ), ainda nãopassava pela cabeça de ninguém corrigi-lo. Mais tarde,professores de português que exerciam o cargo deconsultores em redações conseguiram convencer os chefesde determinados jornais e TVs de sua tese tolinha: “Comoalguém pode correr o risco de viver?”, riam eles.Era um equívoco. Julgavam ter descoberto umaagressão à lógica embutida no idioma, mas ficaram nasuperfície do problema, incapazes de fazer uma análiselinguística mais sofisticada e compreender que risco vida érisco a vida, ou seja, risco de (perder a) vida. O que,convenhamos, nem teria sido tão difícil.Muita gente engoliu desde então o risco de morte. Detanto ser martelada em certos meios de comunicação,inclusive na TV Globo, a nova forma vai sendo adotada pormultidões de falantes desavisados. O que era previsível, masnão deixa de ser meio constrangedor.Não se trata de dizer que risco de morte seja, comoalegam seus defensores a respeito de risco de vida, umaexpressão “errada”. Não é. De gabinete, sim, mas não errada.Pode-se usá-la sem risco para a adequada comunicação deuma mensagem. Se seus adeptos se contentassem em fazertal escolha de forma discreta, sem apontar agressivamente odedo para quem não concorda com ela, a convivência dasduas formas poderia ser pacífica.Se não é pacífica é porque o risco de morte, mais doque um caso linguístico, apresenta-se como um problemacultural, criação artificial de gente que mal ouviu o galo cantare saiu por aí exercitando o prazer de declarar ignorante quem,mergulhado no instinto da linguagem de que fala StevenPinker, já nasceu sabendo mais do que eles.Ideologiadepara(RODRIGUES,Sérgio. In: http://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/).Há erro evidente, segundo as gramáticas da língua, em todas as mudanças de construção propostas a seguir, COM EXCEÇÃO da que se lê na alternativa:
  1. Acom que qualquer pessoa (parágrafo 1) /defronta-se
  2. Bque na língua (parágrafo 1) / se tem.
  3. Cque o cargo de consultores (parágrafo 2) /exercia
  4. Dainda não passava pela cabeça de ninguém(parágrafo 2) / corrigir-lhe.
  5. Eagressão embutida no idioma (parágrafo 3) /à uma lógica
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — que na língua (parágrafo 1) / se tem.

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