Questão de História — História Geral — FADESP 2012
HistóriaHistória Geral
- Código
- qg868698
- Banca
- FADESP
- Órgão
- Prefeitura de Novo Progresso - PA
- Ano
- 2012
- Nível
- Superior
A escritora alemã Hannah Arendt publicou em 1968 uma importante obra intitulada Da Revolução, na qual se observa o seguinte trecho: “A data foi a noite do 14 de julho de 1789, em Paris, quando Luís XIV recebeu do duque de La Rochefoucauld-Liancourt a notícia da queda da Bastilha, da libertação de uns poucos prisioneiros e da defecção das tropas reais frente a um ataque popular. [...] O rei, segundo consta, exclamou (ao mensageiro): C’est une revolte (É uma revolta); e Liancourt corrigiu-o: Non, Sire, c’est une révolution (Não, Senhor, é uma revolução)”.(ARENDT, Hannah. Da Revolução. São Paulo: Ática, 1988. p. 38-39)Desse diálogo em relação ao cenário da França de 1789, podemos depreender que
- Aocorria uma sublevação que estava além do poder do rei e que colocava um ponto final na antiga ordem. Era a revolução de pobres e oprimidos que viviam na penúria, executando trabalhos que as ordens privilegiadas se recusavam a cumprir.
- Bo Terceiro Estado, que aparecia pela primeira vez no cenário das turbulências políticas, exigia do Rei um tratamento que os tirasse da espoliação dos burgueses enriquecidos a custa da economia camponesa e ultrapassava os limites da racionalidade ao expropriar os bens da burguesia.
- Ca ordem feudal e o poder absolutista de Luís XIV produziu no campo a gestação de revoluções que se destinavam a destituir o clero de todos os privilégios que havia adquirido no tempo das Cruzadas, movimentos esses que liquidaram com o poder político e econômico da Igreja de Lyon.
- Da burguesia ou o Segundo Estado foi a ordem que levou a revolução de 1789 à sua vitória final, garantindo a continuidade do processo e apoiando grupos radicais como os sans-culottes. Ao guilhotinar o Rei de França, os revoltosos abriram caminho para a vitória do proletariado.