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Questão de Literatura — Modernismo - 1ª Geração (Mário de A., Oswald de A., M. Bandeira, etc) — STRIX 2017

LiteraturaModernismo - 1ª Geração (Mário de A., Oswald de A., M. Bandeira, etc)
Código
qg950191
Banca
STRIX
Órgão
UNINORTE
Ano
2017
Cargo
Vest ( )

ERRO DE PORTUGUÊS

 

Quando o português chegou

Debaixo duma bruta chuva

Vestiu o índio

Que pena!  Fosse uma manhã de sol

O índio tinha despido

O português.

 

Andrade, Oswald de. Erro de português. Disponível em:

<https://niltonfelipe.wordpress.com/tag/ interpretacao-de-erro-do-poema-de-portugues>. Acesso em: abr. 2017.

 

A leitura do texto permite que se considere correto inferir que, para o sujeito poético,

  1. Ao processo de colonização do Brasil ocorreu de forma errônea, conforme fica sugerido pela ironia evidenciada no duplo sentido da expressão usada no título do poema e também em “Que pena!”, que se soma à ideia de vestir, para indicar a imposição da cultura do colonizador ao colonizado, também portador de um legado cultural que foi ignorado.
  2. Bas condições de chegada dos portugueses ao país – “Debaixo duma bruta chuva” – simbolizam a violência implantada nas terras descobertas a partir de então, iniciada pela exploração de suas riquezas e pela dizimação dos indígenas.
  3. Ca palavra “pena”, que permite uma duplicidade de leitura, revela igualmente que a opressão a que foram submetidos os índios brasileiros decorreu do medo do descobridor de não sobreviver ao tipo de clima existente no lugar em que pisava pela primeira vez.
  4. Do confronto das duas culturas nada acrescentou ao europeu recém-chegado, que não percebeu indício de moral e de ética nos habitantes do novo mundo, uma vez que andavam nus, razão por que procurou vesti-los.
  5. Ea possibilidade de o povo brasileiro se libertar do preconceito e do desrespeito a seus semelhantes aparece prenunciada na referência feita a “uma manhã de sol”.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — o processo de colonização do Brasil ocorreu de forma errônea, conforme fica sugerido pela ironia evidenciada no duplo sentido da expressão usada no título do poema e também em “Que pena!”, que se soma à ideia de vestir, para indicar a imposição da cultura do colonizador ao colonizado, também portador de um legado cultural que foi ignorado.

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