Questão de Português — Interpretação de Textos — FUNCAB 2013
PortuguêsInterpretação de Textos
- Código
- qq017347
- Banca
- FUNCAB
- Órgão
- Prefeitura de Ji-Paraná - RO
- Ano
- 2013
- Nível
- Médio
Leia o texto abaixo e responda à questão proposta. A Lenda da Iara – a Mãe-d’águaOs cronistas dos séculos XVI e XVII registraram essa história.No princípio, o personagem era masculino e chamava-se Ipupiara, homem-peixe que devorava pescadores e os levava para o fundo do rio. No século XVIII, Ipupiara vira a sedutora sereia Uiara ou Iara. Todo pescador brasileiro, de água doce ou salgada, conta histórias de moços que cederam aos encantos da bela Uiara e terminaram afogados de paixão.Ela deixa sua casa no fundo das águas no fim da tarde. Surge magnífica à flor das águas: metade mulher, metade peixe; cabelos longos enfeitados de flores vermelhas. Por vezes, ela assume a forma humana e sai em busca de vítimas.Quando a Mãe das águas canta, hipnotiza os pescadores. Um deles foi o índio Tapuia. Certa vez, pescando, ele viu a deusa, linda, surgir das águas. Resistiu. Não saiu da canoa, remou rápido até a margem e foi se esconder na aldeia.Mas enfeitiçado pelos olhos e ouvidos, não conseguia esquecer a voz de Uiara. Numa tarde, morto de saudade, fugiu da aldeia e remou na sua canoa rio abaixo.Uiara já o esperava cantando a música das núpcias. Tapuia se jogou no rio e sumiu num mergulho, carregado pelas mãos da noiva. Uns dizem que naquela noite houve festa no chão das águas e que foram felizes para sempre. Outros dizem que, na semana seguinte, a insaciável Uiara voltou para levar outra vítima.(in <http://sitededicas.ne10.uol.com.br/folk_iara.htm.> acesso 06/10/2013.Adaptado.)O primeiro parágrafo do texto menciona: “Os cronistas dos séculos XVI e XVII registraram essa história.” A história em questão é:
- Aum fato verídico sobre pescadores brasileiros.
- Bum relato científico sobre peixes dos rios brasileiros.
- Cuma discussão sobre os perigos que trazem os rios nacionais para os pescadores.
- Duma análise sobre os costumes dos indígenas que habitam as margens dos rios.
- Euma narrativa popular, criada pela imaginação das pessoas.