Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — NCE-UFRJ 2013
MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
- Código
- qq030522
- Banca
- NCE-UFRJ
- Órgão
- UFRJ
- Ano
- 2013
- Nível
- Superior
- Cargo
- NCE - - Médico cardiologista
Uma mulher de 44 anos foi diagnosticada com linfoma gástrico e submetida a 6 ciclos de quimioterapia com o esquema CHOP (ciclofosfamida, doxorrubicina, vincristina e dexametasona). Três semanas após o término do tratamento começou a evoluir com cansaço, edema de membros inferiores e dispneia paroxística noturna. Nega hipertensão arterial, diabetes, tabagismo ou história familiar de cardiopatia. Ao exame: lúcida, taquipneica em ar ambiente, com leve esforço, hipocorada, acianótica, anictérica, afebril. Frequência cardíaca: 110 bpm; pressão arterial: 100x56 mmHg; ausculta com crepitação bibasal, ritmo cardíaco regular, em 3 tempos (B3), bulhas normofonéticas, sopro sistólico 2+/6+ em foco mitral, turgência jugular patológica a 90º. Abdome com fígado a 8 cm do rebordo costal direito, doloroso. Membros inferiores com edema bilateral com cacifo 2+/4+. Em relação ao quadro clínico apresentado, a opção correta é:
- Ao dexrazoxano é um quelante intracelular que está indicado de rotina para a proilaxia de cardiotoxicidade relacionada às antraciclinas.
- Bo risco de cardiotoxicidade relacionada às antraciclinas é diretamente proporcional à dose cumulativa administrada, embora infusões mais prolongadas e as formulações lipossomais pareçam reduzir esse risco.
- Co carvedilol e o enalapril comprovadamente reduzem o risco de cardiotoxicidade relacionada às antraciclinas, embora tal efeito seja perdido em doses cumulativas > 550mg/m².
- Dassim como as antraciclinas, a cardiotoxicidade da ciclofosfamida depende mais da dose cumulativa do que da quantidade administrada em cada ciclo e a forma tardia de toxicidade é a apresentação mais comum.
- Ea radioterapia não inluencia o risco de cardiotoxicidade por quimioterápicos, uma vez que a irradiação só é nociva ao pericárdio.