Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — IBFC 2014
PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
- Código
- qq074657
- Banca
- IBFC
- Órgão
- Prefeitura de Alagoa Grande - PB
- Ano
- 2014
- Nível
- Fundamental
Texto IDois amigos e um chatoOs dois estavam tomando um cafezinho no boteco da esquina, antes de partirem para as suas respectivas repartições. Um tinha um nome fácil: era o Zé. O outro tinha um nome desses de dar cãibra em língua: era o Flaudemíglio.Acabado o café o Zé perguntou: — Vais pra cidade?— Vou — respondeu Flaudemíglio, acrescentando:— Mas vou pegar o 434, que vai pela Lapa. Eu tenho que entregar uma urinazinha de minha mulher no laboratório da Associação, que é ali na Mem de Sá.Zé acendeu um cigarro e olhou para a fla do 474, que ia direto pro centro e, por isso, era a fla mais piruada. Tinha gente às pampas.— Vens comigo? — quis saber Flaudemíglio.— Não — disse o Zé: — Eu estou atrasado e vou pegar um direto ao centro.— Então tá — concordou Flaudemíglio, olhando para a outra esquina e, vendo que já vinha o que passava pela Lapa:—Chi! Lá vem o meu... — e correu para o ponto de parada, fazendo sinal para o ônibus parar.Foi aí que, segurando o guarda-chuva, um embrulho e mais o vidrinho da urinazinha (como ele carinhosamente chamava o material recolhido pela mulher na véspera para o exame de laboratório...), foi aí que o Flaudemíglio se atrapalhou e deixou cair algo no chão.O motorista, com aquela delicadeza peculiar à classe, já ia botando o carro em movimento, não dando tempo ao passageiro para apanhar o que caíra. Flaudemíglio só teve tempo de berrar para o amigo: — Zé, caiu minha carteira de identidade. Apanha e me entrega logo mais.O 434 seguiu e Zé atravessou a rua, para apanhar a carteira do outro. Já estava chegando perto quando um cidadão magrela e antipático e, ainda por cima, com sorriso de Juraci Magalhães, apanhou a carteira de Flaudemíglio.— Por favor, cavalheiro, esta carteira é de um amigo meu — disse o Zé estendendo a mão.Mas o que tinha sorriso de Juraci não entregou. Examinou a carteira e depois perguntou: — Como é o nome do seu amigo?— Flaudemíglio — respondeu o Zé.— Flaudemíglio de quê? — insistiu o chato.Mas o Zé deu-lhe um safanão e tomou-lhe a carteira, dizendo: — Ora, seu cretino, quem acerta Flaudemíglio não precisa acertar mais nada!O que motivou o “safanão” dado por Zé ao final do texto fora:
- Aa postura violenta do rapaz que achou a carteira.
- Ba recusa do rapaz em devolver a carteira.
- Ca gritaria do rapaz que achou a carteira.
- Do fato de outras pessoas estarem olhando a cena.