Questão de Português — Interpretação de Textos — FADESP 2015
PortuguêsInterpretação de Textos
- Código
- qq116008
- Banca
- FADESP
- Órgão
- Prefeitura de Cachoeira do Piriá - PA
- Ano
- 2015
- Nível
- Superior
O excerto a seguir foi retirado do texto “O dito-cujo”, de Pasquale Cipro Neto.O cartão de crédito venceu, o banco mandou o novo etc. Com o cartão, uma cartinha: "Confirmo que o cartão xxx está em meu poder, cuja emissão foi por mim autorizada".O caro leitor notou o que foi feito com o pobre pronome "cujo"? Repito o trechinho: "...o cartão xxx está em meu poder, cuja emissão foi por mim autorizada...". O foi que autorizei? A emissão, é claro. Do quê? Do cartão, certamente, mas... Mas o pronome "cujo" vem depois de "poder", e não de "cartão"...A mensagem não seria mais clara se tivéssemos outra ordem e/ou outros termos? Vejamos esta possibilidade: "Confirmo que o cartão xxx está em meu poder e que sua emissão foi por mim autorizada".Como se vê, foi perfeitamente possível redigir a mensagem sem o pronome "cujo", que, quando usado adequadamente, relaciona dois substantivos, entre os quais se estabelece uma relação de posse.Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/pasquale/2015/09/1685774-o-dito-cujo.shtml>Acesso em: 12 jan. 2016..Nesse fragmento de texto, o autor
- Aidentifica e explica o emprego equivocado do pronome relativo “cujo”.
- Bcondena o uso do pronome relativo “cujo” no português contemporâneo por considerá-lo arcaico.
- Cdefende a ideia de que só o pronome relativo “cujo”, corretamente empregado, garante clareza aos períodos compostos.
- Dreflete sobre a falta de clareza e de correção dos documentos oficiais, sobretudo no que diz respeito ao uso dos pronomes anafóricos e dos operadores argumentativos.