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Questão de Português — Interpretação de Textos — FAUEL 2015

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
qq117162
Banca
FAUEL
Órgão
FMSFI - PR
Ano
2015
Nível
Médio
SONETO DE FIDELIDADEVinícius de MoraisDe tudo ao meu amor serei atentoAntes, e com tal zelo, e sempre, e tantoQue mesmo em face do maior encantoDele se encante mais meu pensamento.Quero vivê-lo em cada vão momentoE em seu louvor hei de espalhar meu cantoE rir meu riso e derramar meu prantoAo seu pesar ou seu contentamentoE assim, quando mais tarde me procureQuem sabe a morte, angústia de quem viveQuem sabe a solidão, fim de quem amaEu possa me dizer do amor (que tive):Que não seja imortal, posto que é chamaMas que seja infinito enquanto dure.(Vinicius de Moraes. Antologia Poética. Editora do Autor: Rio de Janeiro, 1960, pg. 96)Acerca do poema, pode-se afirmar:
  1. AO poeta desrespeita a gramática ao utilizar um Pleonasmo na segunda estrofe: “E rir meu riso”. Porém, como se trata de um grande escritor brasileiro, o fato é desprezado pelos estudiosos da Língua Portuguesa. A esse fenômeno dá-se o nome de ‘licença poética’.
  2. BNa última estrofe, o verso “Mas que seja infinito enquanto dure”, refere-se à chama, que não deve ser imortal.
  3. CNa segunda estrofe, a expressão: “E rir meu riso” é um caso de Pleonasmo, contudo, deve-se observar que os pleonasmos se justificam quando há uma intencionalidade estilística, o que ocorre neste caso.
  4. DDa primeira estrofe deduz-se que o amor é tão forte que não necessita de cuidados.
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GabaritoC — Na segunda estrofe, a expressão: “E rir meu riso” é um caso de Pleonasmo, contudo, deve-se observar que os pleonasmos se justificam quando há uma intencionalidade estilística, o que ocorre neste caso.

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