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Questão de Português — Pontuação — AOCP 2016

PortuguêsPontuação
Código
qq156616
Banca
AOCP
Órgão
Prefeitura de Juazeiro - BA
Ano
2016
Nível
Médio
Até onde vai nossa capacidade de memória? Ao contrário de smartphones, tablets e pen drives, o cérebro humano parece ter uma capacidade infinita. Ainda assim, muitos de nós temos dificuldade de decorarmos um simples nome, aniversário ou número de telefone. Neurocientistas há tempos vêm tentando medir o quanto cabe na memória humana, mas a tarefa se torna quase impossível quando sabemos de casos de pessoas extremamente dedicadas que realizam feitos incríveis com seus cérebros. Um deles é o chinês Chao Lu, que, em 2005, quando era um estudante universitário de 24 anos, recitou corretamente os 67.980 dígitos do número Pi (π), durante um período de 24 horas, sem intervalos. Outros gênios realizaram façanhas até mais incríveis, lembrando-se até dos complexos detalhes de uma imagem, por exemplo. Em casos raríssimos, uma lesão pode também ocasionar a chamada síndrome da sabedoria adquirida. Foi o que aconteceu com o americano Orlando Serrel, que, aos 10 anos, foi atingido por uma bola de beisebol no lado esquerdo da cabeça. De uma hora para outra, ele começou a mostrar ser capaz de se lembrar de inúmeras placas de registro de veículos ou ainda fazer cálculos sobre datas de décadas anteriores. E será que as pessoas dotadas de uma supermemória têm, portanto, cérebros excepcionais? Não necessariamente. Nelson Dellis, atual campeão do Torneio de Memória dos Estados Unidos, conta que o feito foi resultado de muita prática. “Eu era bem esquecido, mas depois de algumas semanas treinando, me vi fazendo algo que parecia quase impossível. Todos nós temos essa capacidade”, afirma Dellis. Assim como outros campeões, ele utiliza estratégias já testadas e aprovadas para memorizar itens rapidamente. Um dos truques mais usados é a construção de um “palácio da memória”. A técnica consiste em visualizar um lugar que ele conhece bem, como, por exemplo, a casa onde morou na infância. Dellis então “traduz” os itens que precisa memorizar em imagens que são colocadas nos móveis e cantos da casa. “Você navega mentalmente por aquele espaço e seleciona aquelas imagens que você deixou ali, ‘traduzindoas’ novamente para aquilo que você memorizou”, explica. Pessoas como o chinês Chao, que recitam algarismos em sequência, recorrem a outra tática comum: converter pequenas séries de números em palavras que são unidas por uma história. O sucesso dessas estratégias indica que praticamente qualquer pessoa pode se tornar um ás da memória, bastando apenas muita dedicação. [...]Assinale a alternativa correta a respeito da pontuação e sintaxe dos excertos retirados do texto.
  1. AEm “Um dos truques mais usados é a construção de um ‘palácio da memória’.”, as aspas são utilizadas nos termos sublinhados para trazer uma citação ao texto, um discurso direto.
  2. BEm “Pessoas como o chinês Chao, que recitam algarismos em sequência, recorrem a outra tática”, as vírgulas são utilizadas de maneira errada, uma vez que separam o verbo do seu complemento.
  3. CEm “recorrem a outra tática comum: converter pequenas séries de números em palavras que são unidas por uma história.”, os dois pontos são utilizados para apresentar a fala do chinês Chao.
  4. DEm “Nelson Dellis, atual campeão do Torneio de Memória dos Estados Unidos, conta que o feito foi resultado de muita prática.”, as vírgulas são utilizadas para intercalar um adjunto adverbial de tempo.
  5. EEm “Ao contrário de smartphones, tablets e pen drives”, a vírgula que se encontra depois da palavra “smartphones” é utilizada para adicionar um termo de mesma função morfossintática.
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GabaritoE — Em “Ao contrário de smartphones, tablets e pen drives”, a vírgula que se encontra depois da palavra “smartphones” é utilizada para adicionar um termo de mesma função morfossintática.

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