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Questão de Português — Interpretação de Textos — UFOP 2016

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
qq237735
Banca
UFOP
Órgão
UFOP
Ano
2016
Nível
Superior
Cargo
Língua Portuguesa - Cargos Classe E
Sabemos que a língua, enquanto uma entidade social, é dinâmica e sujeita a mudanças. É uma entidade viva e portanto se modifica, sofrendo adaptações. Como afirma Possenti (1996), “não há língua que permaneça uniforme. Todas as línguas mudam. Esta é uma das poucas verdades indiscutíveis em relação às línguas, sobre a qual não pode haver nenhuma dúvida”.O texto I afirma no nono parágrafo:“Não é que tenhamos de escrever como escrevia Camões, mas o conhecimento do idioma, em seus diferentes momentos históricos e em suas mudanças, ajuda-nos a preservar a língua no que tem de essencial como também a transformá-la sem lhe trair a natureza”.Observe agora o que diz o Texto V:S.O.S. PortuguêsÉ correto dizer "risco de vida" ou "risco de morte"?Editado por Beatriz Santomauro. Com reportagem de Gabriela PortilhoA forma mais precisa é "risco de morte" ou, melhor ainda, "correr o risco de morrer". Mas a expressão "risco de vida" não está incorreta, já que se associa à ideia de colocá-la em perigo. Seu uso está previsto no dicionário Houaiss, que cita a expressão "risco de vida" e é comumente encontrada em textos jornalísticos e literários. O psicanalista Contardo Calligaris, em artigo no jornal Folha de S. Paulo, por exemplo, escreve: "Não há ou não deveria haver prazeres que valham um risco de vida ou, simplesmente, que valham o risco de encurtar a vida".Consultoria Odilon Soares Leme, professor de Gramática do Sistema Anglo de Ensino, em São Paulo, SP.Pergunta enviada por Wilson Strunkis, Santa Maria, RSPublicado em NOVA ESCOLA Edição 250, Março 2012.Já o texto VI, a seguir, diz sobre o mesmo tema:“A questão tem cerca de dez anos, talvez quinze. O certo é que quando Cazuza cantou, em 1988, ‘o meu prazer agora é risco de vida’ (na canção Ideologia), ainda não passava pela cabeça de ninguém corrigi-lo. Mais tarde, professores de português que exerciam o cargo de consultores em redações conseguiram convencer os chefes de determinados jornais e TVs de sua tese tolinha: ‘Como alguém pode correr o risco de viver?’, riam eles.”Risco de vida ou risco de morte?Por: Sérgio Rodrigues 15/07/2010 às 7:52http://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/consultorio/risco-de-vida-ou-risco-demorte/ Acesso em 17/01/2016Considerando esses três textos, podemos concluir que
  1. Ao texto I não leva em consideração os usuários da língua como responsáveis pelo seu dinamismo normativo; a própria língua se dá conta de estabelecer-se como norma.
  2. Bos três textos consideram mudanças na língua como adaptações aos novos usos a que seus usuários (a comunidade falante) as submetem.
  3. Cos textos V e VI servem de exemplo do que o texto I afirma sobre o papel dos jornalistas e de alguns redatores de TV como responsáveis pela “entropia”.
  4. Dos três textos consideram que a língua poderá sofrer modificações para dar conta da comunicação e expressão de seus usuários .
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GabaritoA — o texto I não leva em consideração os usuários da língua como responsáveis pelo seu dinamismo normativo; a própria língua se dá conta de estabelecer-se como norma.

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