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Questão de Medicina — Endocrinologia — CETREDE 2017

MedicinaEndocrinologia
Código
qq243579
Banca
CETREDE
Órgão
Prefeitura de Aquiraz - CE
Ano
2017
Nível
Superior
Cargo
Médico Endocrinologista
Paciente de 14 anos, afrodescendente, moradora de uma comunidade ribeirinha, situada em área de risco, dá entrada no pronto-socorro com queixa de febre, dor abdominal em quadrantes inferiores irradiada para região dorsal média, associada à polidipsia e à poliúria, há 5 dias. Ao exame, encontra-se em regular estado geral, descorada, desidratada, anictérica, acianótica, taquidispneica, febril, sem edema, sem linfonodomegalias, pulsos cheios e taquicárdica. Aumento do tempo de enchimento capilar, hipoperfundida, pressão arterial de 90/60, glicemia de 200mg/Dl, saturação em área ambiente de 88%, exame abdominal com abdômen flácido, porém doloroso à apalpação em região supra púbica, Giordano positivo a direita, manobra de descompressão brusca negativa. Propedêutica torácica e precordial, denotando estado hiperdinâmico e ritmo respiratório de cheyne-strokes. Gasometria arterial mostrando acidose metabólica com hiperlactatemia. Evolui com rebaixamento do nível de consciência, Glasgow 8 e pupilas midriáticas médio fixas. Tomografia do crânio com atenuação difusa da definição córticosubcortical. Sobre este caso, o que NÃO é correto afirmar?
  1. AO tratamento, após a compensação clínica e alta, no âmbito da rede básica, inclui insulinoterapia, dieta balanceada e exercícios físicos. Estes deverão ser trabalhados ao longo do tempo em programa de educação continuada com ênfase para o autocuidado em diabetes.
  2. BO tratamento do diabetes tipo I por ocasião do seu diagnóstico inclui o uso de hipoglicemiantes orais como terapia adjuvante ao esquema insulínico.
  3. CO diabetes tipo I tem como principal etiologia a causa autoimune relacionada à produção de autoanticorpos anti-ilhotas de Langerhans, levando a falência do pâncreas endócrino.
  4. DO diabetes descompensado, de modo geral, contribui para o pior prognóstico evolutivo em pacientes portadores de sepse grave, haja vista que a associação destas comorbidades pode produzir um desbalanço metabólico grave no indivíduo, podendo levar a um choque misto refratário às medidas clínicas de suporte.
  5. EA paciente do caso clínico possui diagnóstico de diabetes do tipo I, pois é jovem e possui glicemia aleatória acima de 200mg/Dl.
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GabaritoB — O tratamento do diabetes tipo I por ocasião do seu diagnóstico inclui o uso de hipoglicemiantes orais como terapia adjuvante ao esquema insulínico.

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