Questão de Veterinária — Biossegurança em Veterinária — COMPERVE - UFRN 2017
VeterináriaBiossegurança em Veterinária
- Código
- qq244727
- Banca
- COMPERVE - UFRN
- Órgão
- IF-RN
- Ano
- 2017
- Nível
- Superior
- Cargo
- COMPERVE - - Médico Veterinário
No Brasil, o vírus da raiva apresenta sete variantes antigênicas (AgV) distintas. O trabalho a ser desenvolvido pelos serviços de vigilância de zoonoses deve considerar a situação epidemiológica de cada região e estado, quanto à presença da(s) variante(s) circulante(s), para determinar as medidas de controle a serem tomadas. Essas medidas pressupõem que
- Apara áreas em que variante de canídeos silvestres (AgV2*) foi encontrada, recomenda-se que a vacinação deve ser feita por bloqueio de foco, uma vez que se sabe do alto potencial de disseminação das variantes de animais silvestres em meio urbano.
- Bpara áreas em que há circulação das variantes do vírus rábico de cães e gatos, é fundamental monitorar a circulação viral (AgV7 e VR1), enviando, quando possível, amostras de animais silvestres encontrados mortos, tais como morcegos, saguis, canídeos silvestres, guaxinins, entre outros.
- Cpara áreas em que as variantes sejam as de morcego (AgV3, AgV4 e/ou AgV6), encontradas em cão ou gato, a vacinação deve ser feita por bloqueio de foco, uma vez que alguns estudos demonstram que a disseminação do vírus é menor por essas variantes.
- Dpara áreas em que a variante prevalente seja a AgV1 e/ou AgV2*, quando houver a ocorrência de cão ou gato positivo, deve-se realizar o controle e o bloqueio de foco em até duas semanas, priorizando a vacinação anual ou semestral devido ao risco dessa epizootia.