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Questão de Auditoria — Auditoria Independente (Externa) — CONSULPLAN 2017

AuditoriaAuditoria Independente (Externa)
Código
qq246459
Banca
CONSULPLAN
Órgão
Câmara de Nova Friburgo - RJ
Ano
2017
Nível
Superior
Cargo
Auditor de Controle Interno
“Um auditor independente foi contratado para realizar auditoria externa numa empresa em que, posteriormente, ele verificou possuir parente em primeiro grau na sua direção.” Diante dessa constatação, o auditor deve:
  1. ADeclinar do trabalho.
  2. BDestacar o fato no seu relatório.
  3. CComunicar aos acionistas da entidade.
  4. DProsseguir sem maiores preocupações.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Declinar do trabalho.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Independência do auditor independente

Gabarito: letra A. O auditor, ao constatar que possui parente em primeiro grau na direção da empresa auditada, deve declinar do trabalho, pois tal vínculo compromete sua independência — princípio fundamental da auditoria externa. A independência é a base da imparcialidade e objetividade, e um parente próximo em cargo de direção configura ameaça de interesse próprio (familiarity threat) que não pode ser reduzida a um nível aceitável.

A questão testa o conhecimento do auditor sobre os princípios éticos que regem a profissão, especialmente a independência. As normas brasileiras (NBC PA 290 e NBC TA 200) estabelecem que o auditor deve evitar situações que possam comprometer sua imparcialidade. No caso, o vínculo familiar direto com a administração torna inviável a continuidade do trabalho.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O auditor deve declinar do trabalho. A presença de parente em primeiro grau (pai, mãe, filho) na direção da empresa auditada é uma ameaça à independência que não pode ser mitigada. A única conduta aceitável é recusar ou renunciar ao serviço.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Destacar o fato no relatório não sana a falta de independência. O auditor não pode simplesmente divulgar o conflito; deve evitar a situação antes do início ou interromper o trabalho. O relatório não substitui a necessidade de independência real e aparente.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Comunicar aos acionistas também não resolve o problema. Embora a transparência seja importante, o conflito de interesses persiste. O auditor precisa agir preventivamente, declinando do trabalho.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Prosseguir sem qualquer providência viola frontalmente os princípios éticos de independência. A mera existência do parentesco já compromete a objetividade e a credibilidade do trabalho.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de ética e independência, lembre-se: qualquer vínculo pessoal próximo com a administração da entidade auditada (parentes, negócios, amizade íntima) gera ameaça à independência. A regra é clara — se a ameaça for relevante e não puder ser eliminada ou reduzida a um nível aceitável, o auditor deve recusar ou renunciar ao trabalho. Essa é a conduta padrão exigida pelas normas de auditoria.

Gabarito: letra A.

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