Questão de Português — Interpretação de Textos — CPCON 2017
PortuguêsInterpretação de Textos
- Código
- qq252189
- Banca
- CPCON
- Órgão
- Câmara de Portalegre - RN
- Ano
- 2017
- Nível
- Superior
- Cargo
- Contador
No TEXTO 2, abaixo, o autor problematiza a definição tradicional de sinonímia como “igualdade de significados”, através das correlações entre as palavras velho e idoso.TEXTO 201 IDOSOS02 No dia do meu aniversário de 69 anos, escrevi uma crônica03 com o título “Fiquei velho” ... Eu estava feliz quando escrevi.04 Mas minha crônica provocou protestos. Muitos velhos não05 gostam de ser chamados de “velhos”. Querem ser chamados06 de “idosos”. [...] “Idoso” é a palavra que a gente encontra em07 guichês de supermercado e banco: fila dos idosos,08 atendimento preferencial. Recuso-me a ser definido por09 supermercados e bancos. “Velho”, ao contrário, é palavra10 poética, literária.11 (Alves, Rubem. In: Quarto de Badulaques. São Paulo:12 Parábola, 2003, p. 74)Identifique o trecho no qual a substituição da palavra destacada, pela palavra “idoso(a)”, seria possível e NÃO provocaria alteração no sentido do texto:
- A“EURICÃO – Venham! Rá, rá! Então vocês queriam roubar o velho Euricão Árabe, hein? Euricão Engole-Cobra! Pois sim! Mas, se eu não cuido, as cobras é que vão me engolir.” (Trecho de “O santo e a porca”, de Ariano Suassuna, p. 41).
- B“Olhando seus cabelos tão bonitos, Beijo suas mãos e digo: Meu querido, meu velho, meu amigo” (Erasmo Carlos e Roberto Carlos, 1979).
- C“E quando a gente foi criar a família, além de ela ser real, que tem as coisas chatas, brigas, diferenças de idade, que tivesse também humor, que saiba levar a vida com humor, porque isso vai criar uma simpatia maior para nossa marca. (...) Porque em geral a margarina é vendida para a dona-de-casa, nos seus quarenta ou cinquenta anos, e a imagem da velha que ela gostaria de ser é continuar como ela é, continuar jovem ou até mais. Então, a nossa velha do filme é uma velha bem moderna, tanto que ela tem namorado. [...]” (Depoimento de um publicitário, no artigo “O velho na Propaganda”, de Guita Grin Debert, publicado na Revista Cad. Pagu n. 21, 2003.).
- D“O velho era magro e seco, com profundas rugas na parte de trás do pescoço. As manchas castanhas do benigno cancro da pele que o sol provoca ao reflectir-se no mar dos trópicos viam-se-lhe no rosto. Tudo nele e dele era velho, menos os olhos, que eram da cor do mar e alegres e não vencidos.” (Trecho de “O velho e o Mar”, Ernest Hemingway, p. 03, disponível em http://bibliotecadigital.puccampinas. edu.br/services/e-books/).
- E“Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega — tudo malandro velho — começou a desconfiar da velhinha [...]” (Trecho de “A velha contrabandista”, Stanislaw Ponte Preta. In: Para gostar de ler, vol 8, Ática, 1991, p. 17).