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Questão de Português — Crase — FAPEMS 2017

PortuguêsCrase
Código
qq258497
Banca
FAPEMS
Órgão
PC-MS
Ano
2017
Nível
Superior
Cargo
Delegado de Polícia
Leia o texto a seguir.UM DIA NA VIDA DE UM DELEGADO DE POLÍCIAUm dia de trabalho na vida do delegado tem, de fato, 24 horas de trabalho.Desde cedo, quando chega à unidade, o delegado checa os bens patrimoniais e confere o estado das viaturas, armamento, munições, algemas e a presença da equipe.Algumas delegacias possuem um acervo de 4.000 procedimentos, como inquéritos, autos de investigação por ato infracional, termos circunstanciados e, por esta razão, dá-se prioridade aos procedimentos que estão em atraso, como por exemplo, reanalisar os autos após a juntada de documentos requisitados, como laudos, dados cadastrais, exame cadavérico, de corpo de delito, merceológico, reiterar requisições, ofícios ou intimações.Paralelamente a isso, a delegacia está a todo vapor confeccionando boletins de ocorrência - conhecidos pela sigla B.O. - e pessoas já estão sendo ouvidas em um atendimento preliminar. Algumas vezes são casos inusitados e o delegado orienta o atendimento sobre de que tipo penal se trata.Em um dia tranquilo, ainda na parte da manhã, talvez não tenha surgido nenhuma situação flagrancial, para a apreciação do delegado, o que exigiria uma atenção redobrada, para que se decida ou não pela lavratura do auto de prisão em flagrante.Em regra, a grande massa de inquéritos policiais surge pela denúncia das próprias vítimas ou de outros órgãos que comunicam fatos para serem analisados e investigados.É o delegado quem analisa cada caso e pode entendê-lo ou não como um fato criminoso. Somente deve determinar ou deferir o registro se efetivamente houver a narrativa de fato que se amolde em algum tipo penal, dentre os aproximadamente 3.500 tipos existentes.BARBOSA, R. Um dia na vida de um Delegado de Polícia. Disponível em: https:// canalcienciascriminais.com.br. Acesso em: 13 jul. 2017. (Adaptado).Sobre o texto apresentado, assinale a alternativa correta.
  1. AO termo "merceológico", no terceiro parágrafo, refere-se ao pronome "vossa mercê".
  2. BNo primeiro parágrafo, "de fato" equivale sintaticamente a "de fato" no último parágrafo.
  3. CEm "se decida", no quinto parágrafo, a próclise é facultativa.
  4. DNo terceiro parágrafo, deve haver vírgula antes de "por exemplo".
  5. ENo quarto parágrafo, "a isso" deve ser substituído por "à isso".
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — No terceiro parágrafo, deve haver vírgula antes de "por exemplo".

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise da questão sobre pontuação, crase e colocação pronominal

Gabarito: letra D. O texto do enunciado é uma crônica descritiva sobre o dia de um delegado. A questão cobra conhecimento de normas gramaticais: pontuação (vírgula), crase, colocação pronominal e semântica de expressões. A única alternativa correta é a D, pois falta uma vírgula antes de “por exemplo” no terceiro parágrafo.

Alternativa A — ❌ Incorreta

O termo “merceológico” refere-se a exame de mercadorias (merceologia), e não ao pronome de tratamento “vossa mercê”. São palavras diferentes: “merceológico” é um adjetivo técnico da área de perícia; “vossa mercê” é um pronome de tratamento arcaico. O texto não estabelece qualquer relação entre eles.

Alternativa B — ❌ Incorreta

No primeiro parágrafo, “de fato” é uma locução adverbial de afirmação (= realmente), modificando todo o enunciado. No último parágrafo, “de fato” é a combinação da preposição “de” com o substantivo “fato”, parte da expressão “narrativa de fato”. Sintaticamente, são diferentes: primeiro é advérbio, segundo é adjunto adnominal. Não há equivalência.

Alternativa C — ❌ Incorreta

No trecho “para que se decida”, o pronome “se” está em próclise obrigatória porque a conjunção subordinativa “que” atrai o pronome. A próclise não é facultativa nesse contexto; a ênclise (“decida-se”) seria inadequada com “que”. A banca testa o conhecimento de que palavras atrativas (conjunções, advérbios, pronomes relativos) tornam a próclise obrigatória.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

No terceiro parágrafo, o trecho “como por exemplo, reanalisar os autos” exige vírgula antes de “por exemplo”, pois essa expressão é um adjunto adverbial explicativo intercalado. A norma culta recomenda isolar “por exemplo” com vírgulas. O texto atual só tem vírgula depois; falta a vírgula antes. Portanto, a afirmação está correta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

No quarto parágrafo, “Paralelamente a isso” é uma construção correta: preposição “a” + pronome demonstrativo “isso”. Crase (fusão do “a” com artigo) não ocorre porque “isso” não admite artigo. A substituição por “à isso” seria um erro crasso de crase diante de pronome demonstrativo que não a admite.

PEGA ESSA DICA!

Cara a cara não tem crase, isto é fácil de guardar; com palavra repetida não se deve 'crasear'

Em expressões com palavra feminina repetida (cara a cara, gota a gota, frente a frente, dia a dia) NÃO se usa crase.

— Crase — palavras repetidas

Gabarito: letra D.

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