Questão de Criminalística — Computação Forense — FUNDATEC 2017
Criminalística›Computação Forense
Código
qq263893
Banca
FUNDATEC
Órgão
IGP-RS
Ano
2017
Nível
Superior
Cargo
Perito Criminal - Computação Forense
Com a popularização dos equipamentos computacionais portáteis e de telefonia móvel, o exame de aparelhos celulares se tornou um dos mais requisitados à perícia criminal. Muitas vezes, o perito criminal tem que extrair dados de dispositivos danificados intencionalmente pelo criminoso. Quando o aparelho está com a tela e o conector USB danificados e sem a possibilidade de reparo, qual técnica o perito criminal pode utilizar para extrair os dados?
AExtração via Bluetooth.
BExtração via Wi-fi.
CExtração via JTAG ou Chip-off.
DExtração Lógica.
EExtração via USB.
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GabaritoC — Extração via JTAG ou Chip-off.
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Computação Forense: Técnicas de Extração em Dispositivos Danificados
Gabarito: letra C. Quando o aparelho celular está com a tela e o conector USB danificados sem possibilidade de reparo, as técnicas mais adequadas são a extração via JTAG ou Chip-off, pois atuam diretamente no hardware, contornando as interfaces danificadas. O JTAG utiliza pontos de teste na placa para acessar a memória, enquanto o chip-off remove o chip de armazenamento para leitura direta. As demais alternativas dependem de funcionalidades do aparelho (Bluetooth, Wi-Fi, USB, tela) que estão comprometidas.
NÃO CAIA NESSA!
A banca testa se o candidato sabe que, em dispositivos com danos físicos graves (tela e USB), as técnicas comuns de extração (lógica, USB, Bluetooth, Wi-Fi) são inviáveis. O candidato pode erroneamente escolher extração lógica, pensando que ainda é possível via cabo ou software, mas isso requer o conector USB funcional. As técnicas de hardware (JTAG e chip-off) são as únicas que prescindem de interfaces danificadas.
Técnica de Extração
Depende de Interface Funcional?
Requer Tela ou USB?
Adequada para Dispositivo com Tela e USB Danificados?
JTAG / Chip-off
Não (atua diretamente no hardware)
Não
Sim
Extração via Bluetooth
Sim (Bluetooth ativo e tela para autorização)
Sim
Não
Extração via Wi-Fi
Sim (Wi-Fi ativo e tela para configuração)
Sim
Não
Extração Lógica
Sim (USB funcional)
Sim
Não
Extração via USB
Sim (USB funcional)
Sim
Não
Extração forense em celular: Interfaces funcionais (Extração lógica (USB), Bluetooth, Wi-Fi); Interfaces danificadas (Tela quebrada, USB quebrado, Sem reparo); Técnicas de hardware (JTAG (pontos de teste), Chip-off (remoção do chip))
Alternativa A — ❌ Incorreta
A extração via Bluetooth exige que o dispositivo esteja ligado e com o Bluetooth ativado, o que requer interação via tela ou outros meios. Com a tela danificada e sem reparo, não é possível ativar o Bluetooth ou autorizar a conexão. Técnica inviável no cenário.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Assim como o Bluetooth, a extração via Wi-Fi depende de configuração e ativação no aparelho, impossível sem tela funcional. Além disso, o conector USB danificado impede qualquer outra forma de comunicação inicial.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
JTAG (Joint Test Action Group) e chip-off são técnicas forenses de hardware. O JTAG utiliza pontos de teste na placa-mãe para acessar a memória e extrair dados, mesmo com interfaces danificadas. O chip-off consiste em remover fisicamente o chip de armazenamento (eMMC, NAND) e lê-lo com um leitor especializado. Ambas independem de tela, USB ou sistema operacional funcional.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A extração lógica (logical extraction) normalmente é realizada via cabo USB ou conexão similar, exigindo que o dispositivo seja reconhecido pelo sistema e, muitas vezes, interação na tela para autorizar a depuração. Com o conector USB danificado, essa técnica é impraticável.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A extração via USB é impossível quando o conector físico está danificado. A conexão USB é a via principal para extração de dados em celulares, mas sem ela não há como estabelecer comunicação.
Conclusão: A única técnica viável dentre as opções, dadas as restrições, é a extração via JTAG ou Chip-off.