Questão de Criminalística — Computação Forense — FUNDATEC 2017
Criminalística›Computação Forense
Código
qq263896
Banca
FUNDATEC
Órgão
IGP-RS
Ano
2017
Nível
Superior
Cargo
Perito Criminal - Computação Forense
O perito criminal faz justiça pela ciência, sendo o método científico seu instrumento de trabalho. Considerando que um dos aspectos do método científico é que o experimento seja replicável, ou seja, capaz de ser reproduzido, o que recomenda o Procedimento Operacional Padrão da Secretaria Nacional de Segurança Pública para realização de exame pericial em mídia de armazenamento computacional?
AQue o exame deve ser realizado sobre a cópia. Somente em caso de inviabilidade de realização de cópia, o exame deve ser realizado diretamente na mídia original.
BComo os discos rígidos são mídias muito sensíveis a danos mecânicos, recomenda-se que as partes mecânicas do disco rígido sejam retiradas para evitar que a cabeça de leitura danifique o prato.
COrienta-se conectar o disco rígido imediatamente em um computador para realizar a cópia lógica dos arquivos de interesse para solução do crime.
DComo os discos rígidos são mídias muito sensíveis à interferência eletromagnética, recomenda-se que a placa eletrônica do disco rígido seja retirada e guardada em lugar seguro para evitar que sofra interferência eletromagnética.
EPara garantir a cadeia de custódia e preservação dos vestígios, recomenda-se que a etapa de processamento dos dados seja realizada antes da etapa de duplicação dos dados.
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GabaritoA — Que o exame deve ser realizado sobre a cópia. Somente em caso de inviabilidade de realização de cópia, o exame deve ser realizado diretamente na mídia original.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Procedimento Operacional Padrão em Computação Forense
Gabarito: letra A. O princípio fundamental da computação forense é trabalhar sobre uma cópia (imagem) da mídia original, preservando a integridade do vestígio e garantindo a replicabilidade do exame. O Procedimento Operacional Padrão da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) segue essa diretriz: somente quando a cópia for inviável é que se examina o original. As demais alternativas violam esse princípio ou propõem ações inadequadas.
1Mídia original preservada
2Cópia forense (bit-stream image)
3Exame realizado sobre a cópia
4Original só se inviável a cópia
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Reflete exatamente a prática forense recomendada: realiza-se o exame sobre a cópia forense (bit-stream image) para não alterar o original. A exceção (inviabilidade) é prevista, mas não é a regra. Isso garante a preservação da evidência e a possibilidade de repetição do exame por outro perito.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A remoção das partes mecânicas do disco rígido não é um procedimento padrão. Danos mecânicos são evitados com manuseio cuidadoso, não com desmontagem. A recomendação é tratar a mídia com cuidado, mas não desmontá-la. Além disso, a desmontagem pode comprometer a cadeia de custódia e introduzir alterações.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Conectar o disco rígido imediatamente a um computador para fazer cópia lógica dos arquivos é inadequado. O correto é primeiro realizar uma cópia bit-a-bit (imagem forense) de toda a mídia, incluindo setores não alocados, espaço slack, etc. A cópia lógica (apenas arquivos visíveis) pode deixar de capturar evidências apagadas ou ocultas. Além disso, a conexão direta pode causar alterações no sistema de arquivos (por exemplo, montagem automática que modifica timestamps).
Alternativa D — ❌ Incorreta
Discos rígidos são relativamente resistentes a interferência eletromagnética comum; a recomendação não é retirar a placa eletrônica. O POP não orienta tal procedimento. A proteção adequada envolve acondicionamento em embalagem antiestática e transporte seguro, não desmontagem da placa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A ordem correta é: primeiro duplicar (adquirir a imagem forense), depois processar/analisar os dados. Realizar o processamento antes da duplicação compromete a preservação do original e quebra a cadeia de custódia, além de impossibilitar a replicabilidade do exame.
PEGA ESSA DICA!
Em provas de computação forense, lembre-se sempre da máxima “trabalhe sobre a cópia, nunca sobre o original”. Esse princípio é a base da preservação da evidência digital e é cobrado recorrentemente.