Questão de Medicina Legal — Antropologia Forense — IADES 2017
Medicina Legal›Antropologia Forense
Código
qq270208
Banca
IADES
Órgão
PC-DF
Ano
2017
Nível
Superior
Cargo
Perito Criminal - Verificação de Aprendizagem
Com relação aos procedimentos de identificação e de reconhecimento de restos mortais humanos, assinale a alternativa correta.
AEm situações de desastres coletivos, nos casos de cadáveres relativamente íntegros, recomenda-se que as partes dos corpos que contenham elementos de identificação (como cicatrizes ou tatuagens) sejam exibidas de forma direta aos familiares, tendo-se o cuidado de cobrir com panos as partes destruídas.
BA identificação é procedimento científico, enquanto o reconhecimento é realizado pelos familiares e conhecidos. No primeiro caso, o método envolve três etapas: a) a coleta de informações ante mortem; b) a coleta de informações post mortem; e c) a análise comparativa.
CCaso a equipe de peritos da seção de crimes contra a pessoa vá a um local, por ocasião do recolhimento de uma ossada, torna-se desnecessário o retorno dos peritos da Seção de Antropologia Forense ao local.
DA precisão na estimativa da idade de uma ossada é diretamente proporcional à idade do respectivo indivíduo.
ECaso os restos mortais sejam identificados por algum método primário, torna-se desnecessária a coleta de amostra genética, pois esse exame é de alta complexidade e de custo elevado.
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GabaritoB — A identificação é procedimento científico, enquanto o reconhecimento é realizado pelos familiares e conhecidos. No primeiro caso, o método envolve três etapas: a) a coleta de informações ante mortem; b) a coleta de informações post mortem; e c) a análise comparativa.
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Antropologia Forense: Identificação vs Reconhecimento
Gabarito: letra B. A identificação é um procedimento científico que segue etapas padronizadas (coleta de dados ante mortem, post mortem e análise comparativa), enquanto o reconhecimento é feito por familiares ou conhecidos, de forma subjetiva. A alternativa B descreve corretamente essa distinção e as três etapas da identificação.
Aspecto
Identificação
Reconhecimento
Natureza
Procedimento científico
Procedimento subjetivo
Quem realiza
Peritos/antropólogos forenses
Familiares ou conhecidos
Etapas
1) Coleta de dados ante mortem; 2) Coleta de dados post mortem; 3) Análise comparativa
Não segue etapas padronizadas
Base
Comparação objetiva de características
Memória afetiva e visual do familiar
Confiabilidade
Alta (métodos validados)
Variável (sujeita a erros)
1Coleta ante mortem
2Coleta post mortem
3Análise comparativa
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que em desastres coletivos, com cadáveres íntegros, as partes com identificadores (cicatrizes, tatuagens) devem ser exibidas diretamente aos familiares. Essa prática é contrária aos protocolos de identificação de vítimas de desastres (DVI), que preconizam a coleta sistemática de dados e comparação científica, evitando exposição direta que pode causar sofrimento adicional e comprometer a precisão. A exibição direta de partes do corpo não é recomendada; o correto é utilizar fotografias ou outros meios controlados.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Define corretamente identificação (procedimento científico) e reconhecimento (realizado por leigos). A identificação envolve três etapas: 1) coleta de dados ante mortem (informações prévias do indivíduo); 2) coleta de dados post mortem (características do corpo); 3) análise comparativa entre esses dados. Esse é o padrão aceito na antropologia forense e demais ciências forenses.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Alega que, se a equipe de crimes contra a pessoa recolhe uma ossada, é desnecessário o retorno dos peritos de Antropologia Forense ao local. Na verdade, a antropologia forense é especializada no manejo e análise de ossadas; é fundamental que esses peritos estejam no local para garantir a correta coleta, documentação e preservação de evidências osteológicas, além de realizar exames de campo que orientam a análise laboratorial.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Estabelece que a precisão na estimativa da idade de uma ossada é diretamente proporcional à idade do indivíduo. Essa relação é inversa: a precisão diminui com o aumento da idade, pois em indivíduos mais velhos os marcadores de envelhecimento (como suturas cranianas, desgaste dentário, alterações pélvicas) são mais variáveis e menos precisos. Em jovens, a estimativa tende a ser mais precisa devido ao desenvolvimento ósseo e dental mais previsível.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Sugere que a identificação por método primário (ex.: impressões digitais, dados dentários) torna desnecessária a coleta de material genético por questões de complexidade e custo. A genética forense é um método confirmatório e, muitas vezes, obrigatório em situações de desastre ou por determinação legal. A não coleta por custo ou complexidade não é justificável; a identificação deve ser a mais robusta possível, e a amostra genética pode ser armazenada para futuras confirmações.
NÃO CAIA NESSA!
A banca pode confundir os conceitos de identificação e reconhecimento. Identificação é científica, com método padronizado; reconhecimento é leigo, baseado na memória de familiares. A alternativa B deixa essa diferença clara, enquanto as outras tentam misturar ou inverter os papéis. Fique atento à terminologia.