Questão de Criminalística — Locais de Crime — IADES 2017
Criminalística›Locais de Crime
Código
qq270225
Banca
IADES
Órgão
PC-DF
Ano
2017
Nível
Superior
Cargo
Perito Criminal - Verificação de Aprendizagem
Para um rápido exame de identificação veicular, para que não se libere veículo com suspeita de adulteração, qual das alternativas a seguir seria a mais adequada para o perito criminal realizar no local do acidente?
AComparar a numeração da VIS nos vidros com a das etiquetas adesivas.
BVerificar se todos os vidros possuem códigos gravados.
CVerificar o ano de fabricação no vidro do para-brisa.
DComparar a leitura do hodômetro com o ano de fabricação, que consta no CRLV.
EVerificar o ano de fabricação dos pneus.
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GabaritoA — Comparar a numeração da VIS nos vidros com a das etiquetas adesivas.
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Identificação veicular em locais de acidente
Gabarito: letra A. A alternativa A — comparar a numeração da VIS (Vehicle Identification Number) nos vidros com a das etiquetas adesivas — é a mais adequada para um exame rápido de identificação veicular, pois permite detectar adulterações no número de identificação do veículo. Esse procedimento é padrão em criminalística: o VIN é gravado nos vidros e também em etiquetas adesivas em partes do veículo (como na carroceria ou em componentes). A correspondência entre esses registros indica originalidade; divergência sugere adulteração.
A questão não depende do contexto do acidente (fotografia, marcas de pneus, velocidade), pois o foco é a identificação veicular para evitar liberação de veículo com suspeita de adulteração.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Comparar a numeração da VIS nos vidros com as etiquetas adesivas é um método rápido e eficaz. O VIN é único para cada veículo e aparece em múltiplos locais. A falta de correspondência indica adulteração ou troca de peças (como vidros). É uma técnica consagrada em perícias de identificação veicular.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Verificar se todos os vidros possuem códigos gravados não é suficiente, pois vidros originais podem não ter gravação (dependendo do modelo e ano) e vidros adulterados podem ter códigos falsos. O importante é a consistência entre os códigos, não apenas a presença.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Verificar o ano de fabricação no vidro do para-brisa fornece apenas uma informação parcial. O ano de fabricação do vidro pode não coincidir exatamente com o ano do veículo (por exemplo, veículo de um ano pode usar vidro de ano anterior). Além disso, não identifica adulteração do chassi.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Comparar a leitura do hodômetro com o ano de fabricação no CRLV não é um método rápido nem confiável para identificar adulteração. O hodômetro pode ser adulterado, e a relação com o ano de fabricação é genérica. Não substitui a verificação do VIN.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Verificar o ano de fabricação dos pneus é irrelevante para a identificação veicular. Os pneus são componentes facilmente substituíveis e não carregam numeração única do veículo. Não auxilia na detecção de adulteração de chassi ou identidade do veículo.
PEGA ESSA DICA!
Em exames de identificação veicular, o foco principal deve ser o VIN (VIS). Ele é o "RG" do veículo. Compare diferentes suportes (vidros, etiquetas, motor) para verificar autenticidade. Memorize: a chave é a consistência entre as gravações do VIN em diferentes partes.
Gabarito: letra A — Comparar a numeração da VIS nos vidros com a das etiquetas adesivas.