Questão de Criminalística — Locais de Crime — IADES 2017
Criminalística›Locais de Crime
Código
qq270251
Banca
IADES
Órgão
PC-DF
Ano
2017
Nível
Superior
Cargo
Perito Criminal - Verificação de Aprendizagem
O exame do cadáver sem as vestes é essencial, pois permite a constatação e a caracterização das feridas porventura existentes no corpo. Com base no exposto, assinale a alternativa correta.
AOs peritos criminais deverão verificar se há presença de material não orgânico sob as unhas do cadáver e, em caso positivo, deverão comunicar o fato ao médico legista responsável, nunca procedendo à coleta de amostras do material em questão.
BMarcas e sinais naturais e artificiais porventura existentes no cadáver devem ser examinados com muita cautela, já que serão o único meio utilizado para o processo de identificação da vítima.
CDeterminadas lesões superficiais podem estampar na pele detalhes do instrumento responsável pela sua produção. Algumas delas podem, ainda, fornecer indicativos cronológicos do tempo de produção.
DPossíveis manchas de sangue devem ser analisadas apenas no contexto da cena do crime, já que é natural que elas existam sobre o cadáver, e sua análise pouco acrescenta à dinâmica do evento em estudo.
EPela análise do cadáver, os peritos criminais deverão classificar a morte como recente ou não recente aos exames, usando como parâmetro de corte o aparecimento dos livores de hipóstase.
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GabaritoC — Determinadas lesões superficiais podem estampar na pele detalhes do instrumento responsável pela sua produção. Algumas delas podem, ainda, fornecer indicativos cronológicos do tempo de produção.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Exame perinecroscópico e análise de lesões
Gabarito: letra C. A alternativa C está correta ao afirmar que lesões superficiais podem revelar detalhes do instrumento que as produziu e oferecer indicativos cronológicos, conforme a doutrina de criminalística — por exemplo, feridas recentes, cicatrizadas e hematomas com diferentes colorações ajudam a datar os eventos. As demais alternativas contêm imprecisões técnicas.
A questão aborda os procedimentos do exame perinecroscópico (exame do cadáver sem vestes) em locais de crime. O material de apoio destaca a importância de descrever minuciosamente as lesões, sua cronologia e a busca por vestígios como material biológico sob as unhas.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que, ao constatar material não orgânico sob as unhas, o perito deve apenas comunicar o médico legista, nunca procedendo à coleta. A doutrina orienta justamente o oposto: "torna-se imprescindível que se realize busca por material biológico do(a) agressor(a) sob as unhas da vítima (região subungueal)". O perito deve coletar o material, não apenas comunicar.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que marcas e sinais naturais e artificiais serão o único meio para identificação da vítima. Embora sejam importantes, existem outros meios como impressões digitais, DNA, arcada dentária, etc. A palavra "único" torna a assertiva falsa.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A descrição está em linha com a criminalística: lesões superficiais podem conter marcas do instrumento (ex.: estrias de faca, formato de projétil) e a cronologia pode ser avaliada pela aparência (ex.: hematomas recentes são avermelhados, antigos são amarelados/esverdeados). O texto de apoio menciona "estudar a cronologia das lesões" e "observar se as feridas foram produzidas por um ou mais instrumentos".
Alternativa D — ❌ Incorreta
Sustenta que manchas de sangue sobre o cadáver "pouco acrescentam" e devem ser analisadas apenas no contexto da cena. Na verdade, a análise da disposição, forma e orientação das manchas de sangue no corpo é fundamental para reconstruir a dinâmica (ex.: posição da vítima, movimentação). O texto de apoio inclui "manchas de sangue" entre os vestígios relevantes.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Propõe classificar a morte como recente ou não recente usando como parâmetro de corte o aparecimento dos livores de hipóstase. Os livores são um dos sinais tanatológicos, mas não são o único parâmetro; também se analisa rigor mortis, temperatura corporal, fauna cadavérica, etc. Além disso, o conceito de "corte" único é artificial — a estimativa é feita por conjunto de sinais. O texto fala em "buscar por sinais que permitam determinar o tempo aproximado" analisando vários fatores.
NÃO CAIA NESSA!
A banca insere palavras absolutas como "único" (B), "nunca" (A), "pouco acrescenta" (D) ou afirma um parâmetro único (E) para induzir o candidato a acreditar em generalizações. Fique atento: a criminalística valoriza a análise multifatorial e a coleta ativa de vestígios.