Exame Perinecroscópico
Gabarito: letra E. A alternativa E está correta ao afirmar que instrumentos com características peculiares, associados à forma de emprego, podem ser identificados pelas feridas produzidas, mesmo que não superficiais. Esse princípio é básico na traumatologia forense. As demais alternativas contêm erros conceituais.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A afirmação de que a forma da lesão depende apenas da dimensão do instrumento é falsa. A elasticidade da pele, a direção do golpe e a região anatômica influenciam a morfologia da ferida. Portanto, não é possível determinar exclusivamente pela dimensão.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Feridas perfuroincisas tendem a reproduzir a forma do instrumento, mas, devido à retração da pele, os bordos costumam ser mais curvilíneos do que a seção do instrumento, e não menos. A comparação está invertida.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O registro fotográfico do exame perinecroscópico geralmente exige três graus de aproximação (panorâmica, média e detalhe) e múltiplos ângulos, mas a padronização não é rígida em "dois graus e cinco ângulos". A afirmativa é imprecisa e não reflete a prática consagrada.
Alternativa D — ❌ Incorreta
As lesões não são suficientes para determinar com exatidão as dimensões do instrumento (como largura de uma faca ou calibre de projétil) devido a fatores como elasticidade tecidual e ângulo de penetração. Há apenas uma correlação aproximada.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Instrumentos como facas serrilhadas, chaves de fenda ou projéteis deixam marcas peculiares nas feridas (ex.: bordos irregulares, formato específico). Associadas à dinâmica do trauma, essas características permitem a identificação do instrumento, mesmo em lesões profundas. É um fundamento da balística e da traumatologia forense.
Gabarito: letra E