Questão de Pedagogia — Aspectos Sociológicos da Educação — PR-4 UFRJ 2017
PedagogiaAspectos Sociológicos da Educação
- Código
- qq294284
- Banca
- PR-4 UFRJ
- Órgão
- UFRJ
- Ano
- 2017
- Nível
- Médio
- Cargo
- PR-4 - - Assistente de Alunos
O debate sobre a formação ética de crianças e jovens no campo da Educação, mais particularmente no que se refere à formação dada no espaço escolar, é imprescindível no grave momento de crise de valores que vive a sociedade contemporânea. Muito se fala na necessária afirmação da escola como responsável pela formação do caráter de sujeitos críticos, reflexivos, solidários e transformadores da realidade social por meio de uma educação para a cidadania. Nesse sentido, as perspectivas e ações de uma escola pensada para a formação ética e cidadã deve ser fundamentada:
- Ana ideia de que a mente humana, tal qual tábua rasa, deva ser desde muito cedo “moldada”, de modo que o professor, dispondo de métodos de ensino adequados, possa imprimir nos intelectos dos estudantes os conhecimentos e valores desejáveis, como já pensara o filósofo Comênio no século XVII.
- Bno postulado de que a mente dos estudantes, antes destes chegarem à escola, seja impregnada de conhecimentos errôneos, cabendo ao professor apagar ou limpar as concepções prévias e inserir o que é “correto”, isto é, os conteúdos das disciplinas escolares.
- Cem concepções pedagógicas que veem o professor como modelador do intelecto e do caráter do aluno, investindo-se o docente de poder e de saber quase absolutos, enquanto para os estudantes devam ser reservadas posições periféricas, como já propôs o movimento escolanovista.
- Dna centralidade do aluno no processo formativo, o que significa dizer que os interesses e inclinações discentes constituem o foco principal do trabalho pedagógico, como propunha o pensador John Dewey, embora se devam manter os mesmos métodos tradicionais de ensino.
- Eno respeito à diversidade cultural e na tolerância em relação ao outro, como já prescreveram os Parâmetros Curriculares Nacionais, em cujo discurso defende-se a aceitação individual das diferenças culturais, sem deixar de situá-las em seus devidos contextos histórico-sociais e enfatizando-se a dimensão das desigualdades sociais.