Questão de Psicologia — História da Psicologia — UPA 2017
PsicologiaHistória da Psicologia
- Código
- qq306930
- Banca
- UPA
- Órgão
- Prefeitura de Barbalha - CE
- Ano
- 2017
- Nível
- Superior
- Cargo
- Psicólogo
Segundo Herrman Ebbinghaus, a psicologia é uma ciência com um longo passado, mas com uma curta história. Isso porque, embora ela seja reconhecida como disciplina autônoma e científica no século XIX, a Psicologia tem uma longa construção histórica. Nessa perspectiva, ela é forjada a partir de pressupostos filosóficos, mesmo que esses não sejam sempre explicitados. Nesse sentido, a respeito da história da psicologia anterior ao século XIX, é INCORRETO afirmar que:
- APlatão subordina o pensamento psicológico a considerações de ordem metafísica, uma vez que foi ele quem definiu com clareza, na filosofia ocidental, a noção de ser imaterial constituído pelas ideias, as quais são base da realidade eterna do universo. O mundo da experiência não passa de uma cópia imperfeita de tal mundo ideal.
- BAristóteles tentou superar o dualismo platônico entre ideias inatas e dados empíricos. Para tanto, considerou que o comportamento está sujeito às mesmas espécies de princípios naturais que os demais fenômenos naturais. Além disso, para Aristóteles todo conhecimento provém da natureza: ao nascer a mente é uma placa de cera intacta (“tabula rasa”) e é sobre tal placa que a experiência se inscreve. Séculos depois, John Locke faria as mesmas elaborações sobre o nome de “empirismo”.
- CA crença numa alma pessoa, como consequência lógica de um deus pessoal, da qual foi feito o ser humano, é um dos grandes pilares não só pensamento psicológico de Santo Agostinho, mas do pensamento cristão como um todo. Isso porque, no período escolástico, o pensamento filosófico e psicológico estava a serviço da teologia.
- DO século XVII é de importância decisiva para a emergência da modernidade. Nele também vai se eliminando o caráter teosófico do pensamento. Uma das tendências desse período foi o empirismo. Para os empiristas, como Rene Descartes, a verdadeira fonte de conhecimento são os sentidos, cuja base foi o cogito “Penso logo existo”.