Questão de História — História do Brasil — UPENET/IAUPE 2017
HistóriaHistória do Brasil
- Código
- qq307107
- Banca
- UPENET/IAUPE
- Órgão
- Prefeitura de Pombos - PE
- Ano
- 2017
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor História
“Olhando para a história social do Recife na primeira metade do século passado, três aspectos chamam a atenção: o primeiro é o ciclo das insurreições liberais, que se inicia com a Insurreição de 1817, passa pela Confederação do Equador em 1824 e termina com a Praieira, em 1848; o segundo é a virtual ausência de rebeliões escravas, mesmo tendo havido até mais confusão no Recife do que na maioria das capitais provinciais nesse período; o terceiro é que a literatura sobre esses assuntos encontra-se dispersa em monografias, faltando portanto, tentativas mais concisas de análise dos possíveis nexos entre a resistência escrava e o contexto político mais amplo daquele período.” (CARVALHO , Marcus. Rumores e rebeliões: estratégias de resistência escrava no Recife, 1817-1848. Revista Tempo, vol.3, nº6, Niterói: UFF, 1998. In: ttp://www.historia.uff.br/tempo/artigos_dossie/artg6 - 5.pdf. (22/11/06). Em relação aos eventos ocorridos em 1817, 1824 e 1848, é CORRETO afirmar que
- Aum elemento que essas revoltas possuem em comum é a defesa da abolição da escravatura. Essa foi uma bandeira defendida, principalmente, pelos rebeldes de 1817 e um dos pilares da Praieira.
- Bos escravos pernambucanos, ao contrário daqueles de São Domingos, não aproveitaram as rusgas entre as elites locais para se rebelarem contra a opressão do sistema escravista.
- Cuma das consequências da Praieira foi a promulgação, em 1850, da Lei Antitráfico Atlântico de Escravos, a qual fez parte da negociação com o governo imperial para o fim da revolta.
- Da Confederação do Equador é considerada a mais elitizada das três reformas por quase não contar com a participação popular. Afastado e preso pelos confederados, Pedro Pedroso não pôde articular as massas, como fez em 1824.
- Eem 1817, muitos senhores utilizaram seus escravos para sua proteção. Mas esses cativos agiram como guarda-costas, e outros tantos aproveitaram a confusão para fugir, contribuindo para a formação do quilombo do Catucá, que começava quase às portas do Recife.