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Questão de Direito Tributário — Decadência — AMEOSC 2018

Direito TributárioDecadência
Código
qq314026
Banca
AMEOSC
Órgão
Prefeitura de São João do Oeste - SC
Ano
2018
Nível
Superior
Cargo
Fiscal de Tributos
Acerca da prescrição e da decadência como formas de extinção do crédito tributário, é correto afirmar que:
  1. ANo caso de imposição de penalidade, o tempo decorrido entre a concessão da moratória e sua revogação não se computa para efeito da prescrição do direito à cobrança do crédito.
  2. BPrescreve em cinco anos a ação anulatória da decisão administrativa que denegar a restituição.
  3. CO prazo de prescrição da decisão administrativa que denegar a restituição é interrompido pelo início da ação judicial, recomeçando o seu curso do início, a partir da data da intimação validamente feita ao sujeito passivo.
  4. DO direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de cinco anos, contados, em qualquer caso, da data da extinção do crédito tributário.
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GabaritoA — No caso de imposição de penalidade, o tempo decorrido entre a concessão da moratória e sua revogação não se computa para efeito da prescrição do direito à cobrança do crédito.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Prescrição e decadência no crédito tributário

Gabarito: letra A. O art. 155 do CTN, em seu parágrafo único, estabelece que, na hipótese de imposição de penalidade (inciso I), o tempo entre a concessão e a revogação da moratória não é computado para a prescrição da cobrança. As demais alternativas trazem prazos ou condições divergentes do texto legal.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa reproduz exatamente o disposto no art. 155, parágrafo único, primeira parte, do CTN:

Art. 155CTN

Art. 155 — [...] Parágrafo único — No caso do inciso I dêste artigo, o tempo decorrido entre a concessão da moratória e sua revogação não se computa para efeito da prescrição do direito à cobrança do crédito; no caso do inciso II dêste artigo, a revogação só pode ocorrer antes de prescrito o referido direito.

O inciso I trata da hipótese com imposição de penalidade (dolo ou simulação). Portanto, a afirmação está correta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que a ação anulatória da decisão administrativa que denegar a restituição prescreve em cinco anos. O CTN, art. 169, determina prazo diverso:

Art. 169CTN

Art. 169 — Prescreve em dois anos a ação anulatória da decisão administrativa que denegar a restituição.

O prazo correto é de 2 anos, não 5. A alternativa erra ao estender o prazo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que a interrupção da prescrição pela ação judicial faz o prazo recomeçar do início e a intimação é feita ao sujeito passivo. O art. 169, parágrafo único, do CTN estabelece regra diversa:

Art. 169CTN

Art. 169 — [...] Parágrafo único — O prazo de prescrição é interrompido pelo início da ação judicial, recomeçando o seu curso, por metade, a partir da data da intimação validamente feita ao representante judicial da Fazenda Pública interessada.

O erro é duplo: (1) o prazo recomeça pela metade, não do início; (2) a intimação é dirigida ao representante da Fazenda, não ao sujeito passivo.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que o direito de pleitear a restituição extingue-se em cinco anos, contados em qualquer caso da data da extinção do crédito tributário. O art. 168 do CTN traz duas hipóteses de contagem:

Art. 168CTN

Art. 168 — O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados:

I — nas hipótese dos incisos I e II do art. 165, da data da extinção do crédito tributário;

II — na hipótese do inciso III do art. 165, da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória.

Há uma exceção: no caso do art. 165, III, o prazo conta da decisão definitiva, não da extinção do crédito. Logo, a expressão "em qualquer caso" torna a alternativa incorreta.


Gabarito: letra A

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