Sobre o uso dos pronomes oblíquos no texto
Gabarito: alternativa A. O pronome “nos” (1º parágrafo) e o “lhe” (2º parágrafo) exercem a mesma função sintática de objeto indireto, como se comprova pela regência dos verbos a que se ligam: “os indícios nos permitem” (permitir algo a alguém) e “tomemos-lhe a prova” (tomar algo a alguém). Ambas as formas atuam como complementos indiretos.
“os indícios nos permitem apenas inferências” “tomemos-lhe a prova e demos-lhe zero”
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
“Nos” e “lhe” são ambos pronomes oblíquos átonos com função de objeto indireto. O verbo “permitir” pede complemento indireto (a nós); o verbo “tomar” no contexto “tomar a prova a alguém” também pede complemento indireto (a ele). A afirmação está correta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O “se” no 2º parágrafo não é expletivo. Ocorre em “se baseia” e “se declara”, integrando verbos pronominais (basear-se, declarar-se). Esses “se” são parte do verbo, não removíveis sem alteração de sentido. A alternativa confunde “expletivo” com “pronominal obrigatório”.
Alternativa C — ❌ Incorreta
“Visitá-lo” e “telefonar-lhe” estão ambos ligados a infinitivos (“visitar”, “telefonar”). A diferença entre “lo” e “lhe” decorre da transitividade dos verbos: “visitar” é transitivo direto (objeto direto → “lo”); “telefonar” é transitivo indireto (objeto indireto → “lhe”). A justificativa dada (locução verbal × infinitivo) é falsa: “vamos visitá-lo” é locução, mas “lo” está no infinitivo, assim como “lhe” está no infinitivo “telefonar”.
Alternativa D — ❌ Incorreta
“Tomemos-lhe a prova” = “tomemos a prova a ele”. A reescrita “tomemo-lo à prova” altera completamente o sentido: “lo” seria objeto direto (masculino singular) e “à prova” é locução adverbial (para testar). Faltou coerência com o original. Além disso, “a prova” é feminino, então “lo” nem concordaria.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Em “basta servir-me do termômetro”, o pronome “me” é objeto indireto (servir algo a mim), não possessivo. Equivale a “servir para mim”, não a “meu termômetro”. Não há ideia de posse.
Conclusão: A única alternativa inteiramente sustentada pelo texto é a A, pois demonstra função sintática idêntica entre “nos” e “lhe” (objeto indireto).