Análise do antepenúltimo parágrafo
Gabarito: alternativa E. A única afirmação sustentada pelo texto é a de que as agressões resultam do clima gerado pelas fake news, metaforicamente descrito como "gasolina espalhada".
O trecho crucial é:
"Não há testemunhas que relatem o início das agressões—ou como um fósforo foi riscado onde as fake news já haviam espalhado gasolina."
A metáfora estabelece: fake news = gasolina (combustível que cria tensão) e fósforo riscado = estopim (ato que desencadeia a violência). As agressões são a consequência lógica desse contexto inflamável.
Alternativa A — ❌ Incorreta
O uso de "se" em lugar de "como" alteraria o sentido. "Como" introduz uma comparação (do mesmo modo que um fósforo...); "se" seria condicional ou reflexivo, quebrando a estrutura. Não há autorização textual para troca.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Os atos são distintos: espalhar gasolina (fake news) é ação anônima prévia; riscar o fósforo é o ato inicial da agressão, praticado por pessoas diferentes. O texto não os iguala.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Início das agressões" é o momento da violência física, não o ato de espalhar gasolina. Além disso, o texto não afirma que o espalhar gasolina seja anônimo (apenas que não há testemunhas do início).
Alternativa D — ❌ Incorreta
O fósforo riscado é o próprio início das agressões, não uma etapa posterior. A conjunção "ou" no trecho indica equivalência: "início das agressões — ou como um fósforo foi riscado".
Alternativa E — ✅ Correta
Perfeita paráfrase: "espalhar gasolina" remete ao efeito das fake news — criar inquietação que pode explodir em violência. As agressões são a consequência direta desse cenário, exatamente como a metáfora sugere.
Conclusão: A alternativa E é a única que respeita a relação causal explícita na imagem construída pelo autor.
Gabarito: letra E