Questão de História — História Geral — FGR 2018
HistóriaHistória Geral
- Código
- qq341534
- Banca
- FGR
- Órgão
- Prefeitura de Cabeceira Grande - MG
- Ano
- 2018
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Educação Básica - História
As ideias messiânicas foram apropriadas por Fernão Lopes, que construiu a imagem de D. João como uma espécie de chefe messiânico, cujas atitudes são sancionadas por Deus. As suas ações possuem proximidade com os reis do Antigo Testamento e a própria figura de do Mestre de Avis tem analogias a Cristo, sendo Nuno Álvares, seu comandante militar, associado a S. Pedro, que levaria o povo eleito, a uma terra de leite e mel. Esse messias é incondicionalmente apoiado pelo povo português, o “povo do Messias de Lisboa”. Os que são partidários do Mestre, neste discurso são os bons cristãos e considerados “bons portugueses”: a população de Lisboa e os nobres segundos. Já a nobreza tradicional e o rei de Castela, que por sua vez apoia o papa de Avignon, passam a ser apresentados no discurso do cronista como o “outro”, a representação do Mal. D. João é visto como o verdadeiro “protetor” da nacionalidade portuguesa, com apoio de Deus e do povo português.O cronista Fernão Lopes (1385-1460) foi contratado oficialmente para escrever sobre a vida dos reis portugueses da Dinastia de Avis, especialmente a respeito de Dom João I, o Mestre de Avis.Sobre esse tipo de discurso, considerando o contexto histórico português, é CORRETO afirmar:
- AA Revolução de Avis foi questionada, o que levou o governo português a forjar uma história oficial mítica, com o objetivo de encerrar uma guerra civil provocada pela ascensão ao poder do monarca considerado pelos inimigos como ilegítimo.
- BO autor busca transformar o monarca bastardo como símbolo da identidade portuguesa, relacionando-o a elementos religiosos e ao povo português, como forma de legitimar o primeiro rei da linhagem de Avis.
- CO cronista procurou criar a teoria do direito divino dos reis como forma de legitimar o governo absolutista nascente, idealizando Dom João como protetor na nação portuguesa, como se fosse apoiado por Deus e pelo povo.
- DA associação entre Dom João I e o messianismo foi a estratégia adotada pelo cronista para enfraquecer a nobreza tradicional e a de Castela, para garantir a vitória da Revolução de Avis e consolidar a nascente dinastia.