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Questão de Direito Constitucional — Controle de Constitucionalidade — FUNDEP (Gestão de Concursos) 2018

Direito ConstitucionalControle de Constitucionalidade
Código
qq353962
Banca
FUNDEP (Gestão de Concursos)
Órgão
TCE-MG
Ano
2018
Nível
Superior
Cargo
Auditor - Conselheiro Substituto
A propósito do controle de constitucionalidade e os Tribunais de Contas, assinale a alternativa CORRETA.
  1. AO controle de constitucionalidade realizado pelas Cortes de Contas compreende tão só o plano de eficácia da norma, porque o de validade é exclusivo do Judiciário.
  2. BA competência dos Tribunais de Contas para a realização de análise comparativa do ato administrativo frente à lei, inclusive à Lei Suprema, foi instituída na Constituição Federal de 1988, assim como nas anteriores, de forma que a Súmula Nº 347 do STF não mais se aplica.
  3. CAos tribunais de contas, compete a declaração de inconstitucionalidade de lei, competência essa que não pode ficar restrita aos órgãos do poder judiciário. Não bastaria atribuir aos Tribunais de Contas competência para assegurar a inaplicabilidade da lei que afronta a Magna Carta, distinguindo-se entre declaração de inconstitucionalidade e não aplicação de leis inconstitucionais.
  4. DO Tribunal de Contas tem o poder-dever de negar cumprimento às leis inconstitucionais, fazendo amplo controle de constitucionalidade com efeitos vinculantes.
  5. EDiante do descumprimento de uma norma pelo administrador, o Tribunal de Contas não poderia julgar regulares suas contas, mesmo que verificasse ser a norma descumprida inconstitucional.
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GabaritoA — O controle de constitucionalidade realizado pelas Cortes de Contas compreende tão só o plano de eficácia da norma, porque o de validade é exclusivo do Judiciário.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Controle de constitucionalidade pelos Tribunais de Contas

Gabarito: letra A. O STF, por meio da Súmula 347, consolidou o entendimento de que os Tribunais de Contas podem apreciar a constitucionalidade das leis e atos do poder público no exercício de suas atribuições. Contudo, essa apreciação se limita ao plano de eficácia (aplicabilidade da norma no caso concreto), não podendo declarar a inconstitucionalidade com efeitos erga omnes — o que é privativo do Poder Judiciário (em especial o STF no controle concentrado). A alternativa A capta exatamente essa distinção.

JURISPRUDÊNCIA

STF Súmula 347

STF Súmula 347:

"O Tribunal de Contas, no exercício de suas atribuições, pode apreciar a constitucionalidade das leis e dos atos do poder público."

Plano

Tribunal de Contas

Poder Judiciário

Eficácia (aplicação no caso concreto)

[+] Pode apreciar e deixar de aplicar

[+] Pode apreciar e deixar de aplicar

Validade (declaração erga omnes)

[-] Não pode declarar

[+] Pode declarar (privativo)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa está correta porque reconhece que o controle exercido pelas Cortes de Contas atinge apenas o plano de eficácia (aplicabilidade no âmbito da fiscalização), enquanto o plano de validade (declaração de inconstitucionalidade com efeitos vinculantes e erga omnes) é exclusivo do Judiciário. A Súmula 347 do STF autoriza a apreciação, mas não a declaração de nulidade com força geral.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que a competência dos Tribunais de Contas para análise de constitucionalidade foi instituída na CF/88 e nas anteriores, de modo que a Súmula 347 não mais se aplica. Errado. A Súmula 347 permanece válida e é frequentemente citada pelo STF. A competência decorre da própria natureza do controle externo (art. 71 da CF) e não foi suprimida. A afirmação de que a súmula "não mais se aplica" é falsa.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Atribui aos tribunais de contas a competência para declaração de inconstitucionalidade de lei, sustentando que não pode ficar restrita ao Judiciário. Incorreta. Os Tribunais de Contas não declaram a inconstitucionalidade; apenas deixam de aplicar a lei que consideram inconstitucional no exercício de suas funções. A declaração com efeitos gerais é privativa do Judiciário (art. 97 CF e Lei 9.868/99).

Alternativa D — ❌ Incorreta

Diz que o Tribunal de Contas tem o poder-dever de negar cumprimento a leis inconstitucionais, fazendo amplo controle de constitucionalidade com efeitos vinculantes. Errada. Embora o TC possa recusar a aplicação de lei inconstitucional, sua decisão não possui efeitos vinculantes gerais; vale apenas no âmbito da fiscalização do órgão. O controle amplo com efeitos vinculantes é típico do STF em ações concentradas.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que, diante do descumprimento de uma norma pelo administrador, o Tribunal de Contas não poderia julgar regulares suas contas mesmo que a norma descumprida fosse inconstitucional. Incorreta. Se a norma descumprida for inconstitucional, o TC pode reconhecer essa inconstitucionalidade e, portanto, considerar que o administrador não violou norma válida, podendo julgar as contas regulares. É justamente o controle de constitucionalidade incidental que permite essa avaliação.

MNEMÔNICO
Ex TUNC bate na TESTA / Ex NUNC bate na NUCA
TUNCbate na TESTA (retroage, efeitos retroativos, desde a origem)NUNCbate na NUCA (não retroage, efeitos a partir de agora)
Efeitos das decisões no controle de constitucionalidade

Gabarito: letra A.

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