Questão de Português — Interpretação de Textos — FUNRIO 2018
Português›Interpretação de Textos
Código
qq355546
Banca
FUNRIO
Órgão
CGE-RO
Ano
2018
Nível
Superior
Cargo
Auditor de Controle Interno
O trecho da entrevista de Carlos Heitor Cony que exemplifica linguagem coloquial é:
A“banda de pop-rock que estourou em 1995”.
B“escreverem um livro sobre a teoria do quanta”.
C“A indústria do livro era muito elitista naquela época”.
D“O livro era considerado um objeto”.
E“Acho o fenômeno do Paulo Coelho muito útil”.
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GabaritoA — “banda de pop-rock que estourou em 1995”.
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Linguagem coloquial no trecho de Cony
Gabarito: letra A. A alternativa A — “banda de pop-rock que estourou em 1995” — é a única que emprega um termo típico da informalidade: o verbo “estourar” no sentido figurado de “tornar-se famoso rapidamente” ou “fazer grande sucesso”. Trata-se de uma expressão coloquial, comum na fala cotidiana, que contrasta com o registro mais formal das demais opções.
Alternativa
Trecho
Marca de Coloquialidade
Registro Predominante
A (✅)
“banda de pop-rock que estourou em 1995”
Verbo “estourar” em sentido figurado (“tornar-se famoso”)
Coloquial
B (❌)
“escreverem um livro sobre a teoria do quanta”
Nenhuma; termo técnico (“teoria do quanta”)
Formal/Neutro
C (❌)
“A indústria do livro era muito elitista naquela época”
Nenhuma; adjetivo formal (“elitista”)
Formal
D (❌)
“O livro era considerado um objeto”
Nenhuma; estrutura passiva analítica
Formal
E (❌)
“Acho o fenômeno do Paulo Coelho muito útil”
Nenhuma; “acho” aceito na norma culta; “fenômeno” e “útil” são formais
Formal/Neutro
Análise das alternativas
A questão exige identificar o trecho que exemplifica linguagem coloquial (informal, popular). A coloquialidade se manifesta pelo uso de vocabulário próprio da oralidade, gírias ou expressões figuradas cristalizadas no uso comum.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
“banda de pop-rock que estourou em 1995”
O verbo “estourar” está empregado em sentido conotativo (figurado), significando “alcançar grande sucesso repentino”. Essa acepção é característica da linguagem coloquial, frequentemente usada em contextos informais para se referir ao sucesso de artistas. Não há qualquer marca de formalidade ou técnica.
Alternativa B — ❌ Incorreta
“escreverem um livro sobre a teoria do quanta”
A expressão “teoria do quanta” é um termo técnico da Física (mecânica quântica). O trecho é neutro quanto ao registro — não apresenta marcas de coloquialidade. A construção verbal “escreverem” está no subjuntivo, sem informalidade.
Alternativa C — ❌ Incorreta
“A indústria do livro era muito elitista naquela época”
A palavra “elitista” é um adjetivo de uso formal, comum em análises sociológicas. A construção da frase é padrão, dentro da norma culta. Não há gíria ou expressão figurada que indique coloquialidade.
Alternativa D — ❌ Incorreta
“O livro era considerado um objeto”
Frase clara, direta, em registro formal. O verbo “considerar” é neutro; a estrutura “era considerado” é passiva analítica, típica da escrita formal. Nada coloquial.
Alternativa E — ❌ Incorreta
“Acho o fenômeno do Paulo Coelho muito útil”
Embora “acho” (do verbo “achar” no sentido de “opinar”) seja comum na oralidade, ele é aceito na norma culta. O restante da frase (“fenômeno”, “muito útil”) é formal. A banca considerou que a coloquialidade mais evidente está em A, pois “estourar” é uma gíria consagrada, enquanto “acho” é um coloquialismo mais ameno.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar linguagem coloquial, procure gírias, expressões figurada e vocábulos informais que fogem ao registro técnico ou formal. Verbos como “estourar”, “detonar”, “mandar ver” são típicos. Cuidado com falsos coloquialismos: “acho” é comum, mas não é um marcador tão forte quanto “estourar” no contexto.
Conclusão: A única alternativa que emprega inequivocamente uma expressão coloquial (gíria) é a letra A. As demais mantêm-se em registro formal ou neutro. Gabarito: letra A.