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Questão de Português — Coesão e coerência — IBADE 2018

PortuguêsCoesão e coerência
Código
qq359770
Banca
IBADE
Órgão
Câmara de Porto Velho - RO
Ano
2018
Nível
Superior
Cargo
Auditor de Controle Interno
Observe as duas frases:O diabo cuspiu no olho do apagador de vulcões.O apagador de vulcões ficou zarolho.Elas foram corretamente unidas em:
  1. AO diabo cuspiu no olho do apagador de vulcões, onde ficou zarolho.
  2. BO diabo cuspiu no olho aonde o apagador de vulcões ficou zarolho.
  3. CO apagador de vulcões, em cujo olho o diabo cuspiu, ficou zarolho.
  4. DO apagador de vulcões, cujo o diabo cuspiu no olho, ficou zarolho.
  5. EO apagador de vulcões ficou zarolho no olho o qual o diabo cuspiu.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — O apagador de vulcões, em cujo olho o diabo cuspiu, ficou zarolho.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Coesão textual: unificação de frases com pronome relativo 'cujo'

Gabarito: letra C. A única alternativa que une corretamente as duas orações, mantendo a relação de posse (o olho do apagador de vulcões) e sem erro gramatical, é a letra C, que emprega o pronome relativo 'cujo' precedido da preposição 'em', formando a locução 'em cujo olho', que retoma o substantivo 'apagador de vulcões'. No texto original, lê-se:

"aquele apagador de vulcões que o diabo deixou zarolho, por vingança, cuspindo em seu olho"

confirmando que o olho pertence ao apagador.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Usa o pronome relativo 'onde', que indica lugar físico, e não relação de posse. Além disso, a estrutura "onde ficou zarolho" sugere que o olho é o local onde o apagador ficou zarolho, o que é semanticamente confuso e não corresponde ao sentido original. Erro: extrapolação e uso incorreto de onde.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Emprega 'aonde', que só se usa com verbos que indicam movimento (ir, chegar). O verbo 'ficou' é estático, tornando a construção inadequada. Erro: troca de conceito (aonde × onde).

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A locução 'em cujo olho' estabelece claramente que o olho pertence ao apagador de vulcões (posse), e o diabo cuspiu nesse olho. A oração adjetiva explicativa (entre vírgulas) está corretamente inserida, e o verbo principal 'ficou zarolho' completa a ação. O texto de Galeano apoia essa relação causal.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A construção 'cujo o diabo' é agramatical: o pronome 'cujo' deve vir imediatamente seguido do substantivo que indica a coisa possuída (aqui, 'olho'), sem artigo. O correto seria 'em cujo olho o diabo cuspiu'. Erro: sintaxe do pronome cujo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A expressão 'no olho o qual' deveria ser 'no olho no qual' (preposição repetida). A construção soa artificial e não respeita a regência do verbo 'cuspir' (cuspir em algo). Erro: regência e uso do pronome relativo 'o qual' sem preposição adequada.

Conclusão: Apenas a alternativa C emprega corretamente o pronome relativo 'cujo', preservando o sentido de posse e a causalidade entre as ações. Dominar a sintaxe do 'cujo' é essencial para questões de coesão e reescritura de períodos.

PEGA ESSA DICA!

O pronome 'cujo' sempre estabelece relação de posse e exige que o termo possuído venha logo após ele, sem artigo. Antes de 'cujo' pode haver preposição (ex.: em cujo, de cujo, com cujo).

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