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Questão de Português — Interpretação de Textos — IBADE 2018

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
qq359775
Banca
IBADE
Órgão
Câmara de Porto Velho - RO
Ano
2018
Nível
Superior
Cargo
Auditor de Controle Interno
Observe:"... e não apenas com palavras...”, “.... e pode se transformar...”, "... e faz isso de tal maneira...”, "... e a gente pensa...”.A repetição do “e”, conjunção com valor aditivo, foi usada por Galeano para:
  1. AAguçar nossa vontade de conhecer as fantásticas histórias de outros povos.
  2. BReforçar o desejo do narrador de imitar a linguagem própria dos seres da floresta.
  3. CRessaltar traços de oralidade para aproximar o narrador do contador de histórias.
  4. DPlagiar o poder mágico do contador de histórias ao transformar mentira em realidade.
  5. ECriticar a pobreza de vocabulário das pessoas que moram no interior, no mato.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Ressaltar traços de oralidade para aproximar o narrador do contador de histórias.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A repetição do "e" e a oralidade no texto de Galeano

Gabarito: letra C. A repetição da conjunção aditiva "e" no trecho citado não é aleatória: ela cria um ritmo cumulativo típico da fala, aproximando a linguagem escrita da oralidade do contador de histórias. O próprio texto reforça essa ideia ao descrever Fernando Silva como alguém que "conta com o corpo inteiro" e que "pode se transformar em outra gente ou em bicho voador". O uso do "e" em sequência (polissíndeto) imita a parataxe das narrativas orais, nas quais as ideias vão sendo adicionadas sem subordinação, como quem vai "amarrando" os fatos enquanto conta.

Alternativa A — ❌ Incorreta

O texto não menciona "outros povos" nem pretende aguçar vontade de conhecer histórias alheias. A repetição do "e" está a serviço da caracterização do narrador, não de um convite ao leitor. ❌ Erro: extrapolação (fora do escopo).

Alternativa B — ❌ Incorreta

Não há, no trecho, referência a "seres da floresta" ou a desejo de imitar sua linguagem. A passagem do sabiá ("a gente escuta... o sabiá cantando") é uma consequência da habilidade de Fernando de imitar pássaros, mas a repetição do "e" não tem essa função. ❌ Erro: extrapolação.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A sequência de orações coordenadas iniciadas por "e" reproduz a estrutura aditiva da fala coloquial, típica de um contador de causos. O texto de Galeano valoriza precisamente essa oralidade — "Fernando conta com o corpo inteiro, e não apenas com palavras" — e o polissíndeto aproxima o leitor/ouvinte da performance narrativa. A alternativa está amparada no próprio estilo do texto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O texto até brinca com a ideia de verdade e mentira ("A verdade é uma mentira contada por Fernando"), mas a repetição do "e" não "plagia" nem "transforma mentira em realidade"; ela apenas expressa a adição de ações. ❌ Erro: contradiz o texto (atribui intenção mágica ao recurso, que é estilístico).

Alternativa E — ❌ Incorreta

O texto não critica ninguém. Ao contrário, exalta a "linda gente do povo" e os "causos" como algo positivo. A repetição do "e" é um recurso expressivo, não uma marca de "pobreza de vocabulário". ❌ Erro: acrescenta opinião ausente (juízo de valor negativo).

Gabarito: letra C.

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