Questão de Literatura — Escolas Literárias — IESES 2018
LiteraturaEscolas Literárias
- Código
- qq367801
- Banca
- IESES
- Órgão
- Prefeitura de Palhoça - SC
- Ano
- 2018
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Anos Finais - Língua Portuguesa
Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da catinga rala. Arrastaram-se para lá, devagar, Sinhá Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás. Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão.(Ramos, G. Vidas secas. http://www.portalentretextos.com.br/download/livrosonline/vidas_secas.pdf)Dentro do movimento modernista brasileiro, onde se encaixa o trecho acima, do livro Vidas secas, de Graciliano Ramos?
- AVidas secas, assim como Grande sertão veredas, de Guimarães Rosa, é um romance da terceira fase do modernismo, que funde a linguagem experimental com a temática regionalista. O autor inventa palavras e cria nova sintaxe para dar cor ao linguajar do sertanejo.
- BVidas secas, assim como Os sertões, de Euclides da Cunha, se insere na escola pré-modernista, e segue o determinismo de Taine, dentro de uma proposta cientificista, num relato que mistura um pouco de curiosidade jornalística com erudição acadêmica.
- CVidas secas, assim como O quinze, são considerados romances regionalistas, da segunda fase do modernismo. Os temas são a seca, o êxodo rural, a fome, entre outros.
- DVidas secas se encaixa na primeira fase do modernismo, junto com Macunaíma, de Mario de Andrade. O tema é a busca da identidade cultural, numa narrativa de caráter mítico, buscando retratar o povo brasileiro através de um “herói sem caráter”.