Questão de Biologia — Ecologia e ciências ambientais — NC-UFPR 2018
BiologiaEcologia e ciências ambientais
- Código
- qq384018
- Banca
- NC-UFPR
- Órgão
- UFPR
- Ano
- 2018
- Nível
- Médio
O plástico revolucionou a indústria, mas se tornou uma preocupação ambiental em todo o planeta: estima-se que entre 1950 e 2015, a humanidade produziu cerca de 8,3 bilhões de toneladas do material, reciclando apenas 10% desse montante. Antes que o plástico dominasse o mundo, atingisse os oceanos e prejudicasse a fauna e flora mundial, por sorte, o Japão encontrou uma luz no fim do túnel – quer dizer, uma bactéria mutante capaz de comer plástico.O organismo foi encontrado pela primeira vez há dois anos, em um lixão japonês. De lá para cá, essa bactéria foi estudada em laboratório e, sem querer, seus “superpoderes” foram ampliados, o que gerou uma enzima ainda mais capaz de degradar plástico. A conquista é de autoria de pesquisadores da Universidade de Portsmouth (Inglaterra) e do Laboratório Nacional de Energia Renovável (EUA). [...]Graças ao pequeno erro em laboratório, os cientistas conseguiram ampliar a capacidade da enzima (conhecida por Ideonella sakaiensis 201-F6T) da bactéria que degrada plástico.Essa enzima mutante consegue destruir o polímero politereftalato de etileno (PET), a forma de plástico mais comum utilizada para a produção de garrafas de bebidas e de embalagens de comida, mas que demora mais de 200 anos para ser degradada. A enzima também consegue “comer” o polímero polietileno furanoato (PEF), que é comumente utilizado na fabricação de garrafas de vidro de cervejas.“Apesar de o aperfeiçoamento ser modesto, essa descoberta inesperada sugere que há mais chances de se desenvolver as enzimas dessa bactéria, o que nos aproxima de soluções de reciclagem para as montanhas crescentes de plástico descartado”, afirma o especialista de Portsmouth.Mas não devemos apenas esperar as inovações da ciência para reverter o problema. É preciso mobilização, substituição e consciência na hora de se fazer uso do plástico – e de preferência, evitá-lo, pois a previsão é de que até 2050 o material será mais presente no oceano do que a população de peixes.(Disponível em: <https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2018/04/enzima-capaz-de-digerir-plastico-e-desenvolvida-em-laboratori o.html>. Acesso em 02 mai. 2018)O objetivo desse texto é:
- Aanunciar o desenvolvimento em laboratório de uma nova enzima que pode ser utilizada na fabricação dos polímeros PET e PEF para torná-los biodegradáveis.
- Bquestionar a eficácia de uma bactéria mutante capaz de degradar o plástico, em face da quantidade excessiva desse material sem reciclagem.
- Cveicular a descoberta de uma enzima capaz de degradar o plástico.
- Dalertar o leitor sobre o mau uso do plástico, que levou ao desenvolvimento de uma enzima mutante em um lixão japonês.
- Edenunciar o despejo de plástico nos oceanos do mundo inteiro.