Questão de História — História do Brasil — Prefeitura de Aurora - CE 2018
HistóriaHistória do Brasil
- Código
- qq387660
- Banca
- Prefeitura de Aurora - CE
- Órgão
- Prefeitura de Aurora - CE
- Ano
- 2018
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de História
“Reconheço que era um modelo. Arguiam-no de avareza, e cuido que tinham razão; mas a avareza é apenas a exageração de uma virtude, e as virtudes devem ser como os orçamentos: melhor é o saldo que o déficit. Como era muito seco de maneiras, tinha inimigos, que chegavam a acusá-lo de bárbaro. O único fato alegado neste particular era o de mandar com frequência escravos ao calabouço, donde eles desciam a escorrer sangue; mas, além de que ele só mandava os perversos e os fujões, ocorre que, tendo longamente contrabandeado em escravos, habituara-se de certo modo ao trato um pouco mais duro que esse gênero de negócio requeria, e não se pode honestamente atribuir à índole original de um homem o que é puro efeito de relações sociais” (Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas).O texto acima nos remota as práticas de escravidão no Brasil, sobre as quais podemos corretamente afirmar:
- ACalabouço, bar secular conhecido pela morte do estudante Edson Luis, em 1968, era o local para onde pessoas escravizadas mais arredias eram enviadas, no final do século XIX, para serem torturados por senhores que embriagados;
- BOs calabouços tornaram-se comuns a partir do final do século XVIII, sendo destinados à tortura de índios escravizados, uma vez que não eram permitidos os castigos físicos aos negros escravizados;
- CEmbora, desde o final do século XVIII, existissem medidas que limitavam os castigos estabelecidos pelos senhores aos seus escravos, as pesquisas demonstram que muitos senhores não obedeciam à lei;
- DO calabouço é uma invenção do século XIX, consistindo em hospitais reservados às pessoas escravizadas que sofriam maus tratos e torturas por parte de seus senhores;
- EOs castigos e torturas corporais eram exclusivamente aplicados de forma domésticas, uma vez que havia o entendimento de que essa relação era de cunho privado, não cabendo ao Estado legislar sobre a matéria;