Locação de bocas-de-lobo em drenagem pluvial urbana
Gabarito: letra C. A afirmação falsa é a C, pois inverte a relação matemática do comprimento útil (Lu). Pela formulação do Manual de Drenagem de Rodovias do DNIT, o comprimento crítico ou útil é obtido igualando-se a capacidade de escoamento da sarjeta (Qs) à vazão afluente (Q = q · d), resultando em Lu = Qs / q, e não q/Qs como afirma a alternativa.
Alternativa A — ✅ Correta
Os pontos baixos dos greides das vias são locais de acumulação de água, devendo obrigatoriamente ser providos de bocas-de-lobo, conforme a prática de drenagem urbana e o Manual de Drenagem de Rodovias (item 6.3: "Bocas-de-lobo situadas em pontos baixos das sarjetas").
Alternativa B — ✅ Correta
A locação a montante dos pontos de tangência ou curvatura preserva os rebaixos para pedestres e garante a captação eficiente. O manual não contradiz essa prática; ao contrário, a localização em cruzamentos é citada como típica para bocas-de-lobo em pontos baixos.
Alternativa C — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO
O erro está na inversão da fórmula. O "comprimento útil" (Lu) ou crítico é a distância na sarjeta a partir da qual o escoamento atinge a capacidade máxima. Pelo método racional e pela fórmula de Izzard, iguala-se a vazão afluente (Q = q · d) à capacidade hidráulica da sarjeta (Qs). Logo:
[ d = \frac{Qs}{q} ]
A alternativa afirma o contrário: Lu = q / Qs. Portanto, é falsa.
Alternativa D — ✅ Correta
Descreve corretamente o conceito de comprimento útil: a extensão da sarjeta onde a vazão cresce de zero até o limite de alagamento, utilizada para locar bocas-de-lobo intermediárias. O manual denomina esse parâmetro de "comprimento crítico" e o utiliza no espaçamento das bocas-de-lobo.
Gabarito: letra C – a única afirmativa falsa.